
Lá estava eu, parado, sentado dentro do carro, no estacionamento, chave na ignição, pensando pra onde ir, o que fazer. Pensei em passar num mercado qualquer e comprar um vinho (qualquer) e mergulhar nos meus pensamentos, sozinho, em casa, relembrando algumas coisas, elucidando outras, e, invariavelmente pensando nela.
Ela. Sempre ela, que insiste em invadir meus pensamentos e bagunçar tudo.
Me lembro então, daquele sorriso, que era capaz de conquistar o mundo, que era capaz de arrancar suspiros masculinos e olhares de inveja feminina, e que era capaz de amolecer o coração mais duro que existe. Assim.
Me lembro assim.
Me lembro dela, daquele olhar, daquela coisa doce e aquele brilho que me fazia viajar muito..
Lembro do cheiro dela,
um cheiro inebriante,
delirante.
E como gostava de me embrenhar naqueles cabelos que me deixava completamente sem noção de tempo e espaço, e todas aquelas outras coisas dela, que, enfim, me deixava louco.
Sei lá. Às vezes, eu confesso, é difícil de pensar e definir. Mas só às vezes, claro.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro de uma frase do Sêneca que cai como uma luva naqueles relacionamentos cujo desfecho é previsivelmente doloroso: “É mais fácil não começar do que terminar.”
"Não", pensei. Chega de ficar remoendo isso. Hora de sair desse ciclo vicioso.
Liguei para um amigo que está mais ou menos na mesma situação (ou situações, pois temos alguns - vários, muitos - pontos em comum) e ele me diz que está com uma menina e tal, naquela velha situação que o amigo leitor aí sabe bem como é.
"Mas vem, vamos tomar um chope, bater um papo".
Eu pensei que era melhor segurar vela do que ir pra casa. Qualquer coisa era melhor que ir pra casa naquela noite. Então fui.
Chegando lá, tão logo após cumprimentar o meu amigo e a "amiga" dele, vejo uns caras numa mesa lá no fundo, rindo muito e acenando com os braços: Meus amigos!! Minha turma!! Bem, pelo menos era parte dela. Nem pensei duas vezes e fui lá sentar com eles - melhor deixar o meu amigo em paz mesmo...
Tive, então, momentos extremos de boas risadas e lembranças de uma época em que tudo era festa e diversão, e os problemas eram tão diminutos e distantes que nem valia a pena se preocupar com isso. Ficamos horas conversando muito e lembrando histórias que, entre um chope e outro, renderam boas risadas. Ótimas risadas. Ótimos momentos.
Saí completamente do meu mundo todo cercado de tempos e espaços e viajei - sem escalas - nas minhas lembranças. Voltei pra casa flutuando. Leve. Feliz.
Com a certeza de que preciso trazer mais à tona essas boas lembranças, esses bons momentos da minha vida - e ampliar o campo de visão.
Que noite maravilhosa.
Quantas lições tirei de tudo isso.
Regozijante.
Ela. Sempre ela, que insiste em invadir meus pensamentos e bagunçar tudo.
Me lembro então, daquele sorriso, que era capaz de conquistar o mundo, que era capaz de arrancar suspiros masculinos e olhares de inveja feminina, e que era capaz de amolecer o coração mais duro que existe. Assim.
Me lembro assim.
Me lembro dela, daquele olhar, daquela coisa doce e aquele brilho que me fazia viajar muito..
Lembro do cheiro dela,
um cheiro inebriante,
delirante.
E como gostava de me embrenhar naqueles cabelos que me deixava completamente sem noção de tempo e espaço, e todas aquelas outras coisas dela, que, enfim, me deixava louco.
Sei lá. Às vezes, eu confesso, é difícil de pensar e definir. Mas só às vezes, claro.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro de uma frase do Sêneca que cai como uma luva naqueles relacionamentos cujo desfecho é previsivelmente doloroso: “É mais fácil não começar do que terminar.”
"Não", pensei. Chega de ficar remoendo isso. Hora de sair desse ciclo vicioso.
Liguei para um amigo que está mais ou menos na mesma situação (ou situações, pois temos alguns - vários, muitos - pontos em comum) e ele me diz que está com uma menina e tal, naquela velha situação que o amigo leitor aí sabe bem como é.
"Mas vem, vamos tomar um chope, bater um papo".
Eu pensei que era melhor segurar vela do que ir pra casa. Qualquer coisa era melhor que ir pra casa naquela noite. Então fui.
Chegando lá, tão logo após cumprimentar o meu amigo e a "amiga" dele, vejo uns caras numa mesa lá no fundo, rindo muito e acenando com os braços: Meus amigos!! Minha turma!! Bem, pelo menos era parte dela. Nem pensei duas vezes e fui lá sentar com eles - melhor deixar o meu amigo em paz mesmo...
Tive, então, momentos extremos de boas risadas e lembranças de uma época em que tudo era festa e diversão, e os problemas eram tão diminutos e distantes que nem valia a pena se preocupar com isso. Ficamos horas conversando muito e lembrando histórias que, entre um chope e outro, renderam boas risadas. Ótimas risadas. Ótimos momentos.
Saí completamente do meu mundo todo cercado de tempos e espaços e viajei - sem escalas - nas minhas lembranças. Voltei pra casa flutuando. Leve. Feliz.
Com a certeza de que preciso trazer mais à tona essas boas lembranças, esses bons momentos da minha vida - e ampliar o campo de visão.
Que noite maravilhosa.
Quantas lições tirei de tudo isso.
Regozijante.
Abraços e té más
2 comentários:
Porra, Gurri!
Eu te amo pra caralho!!!!!!!
O que o mundo precisa é de gente igualzinha a ti: carne, osso, sensibilidade, mas também masculinidade.
Essa mulherada se equivoca tresloucadamente!!!!!!
PUÁ!
DEUS o livre negoveio , muito bom essa rezenha !!! bah o homem com sentimentos intimida até mesmo outros homens machões
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