Tenho um sonho que se repete. Há anos. Bem, quer dizer, ele não se repete assim, igual, todas as vezes – mas a temática sempre é a mesma. Variações sobre o mesmo tema, portanto.
A freqüência não é precisa, exata, mas acho que uma vez por mês (ou a cada dois meses, não sei direito) eu sonho com isso. Que coisa.
E então me lembro que Freud dizia que os sonhos são manifestações de desejos reprimidos (ou até, quem sabe, algum medo... reprimido também), e percebo que o meu sonho pode muito bem ser a manifestação de um desejo; se bem que, no meu caso, isso não é nada reprimido – muito pelo contrário até.
O interessante é a variação, que é deveras reveladora. Sempre.
Vou confessar para o amigo leitor aí que acho que me apeguei à esse sonho, pois gosto de sonhar isso. Gosto desse sonho que se repete, numa freqüência não muito seguida, mas também não tão distante o suficiente pra se fazer esquecer.
Tranqüilo: nem demais e nem de menos, mas na medida exata. Como tudo deveria ser.
Abraços e té más