
Todo mundo tem um passado.
Inglório ou não, acontece que temos que aceitá-lo.
Digerir ele.
Ou, em alguns casos, vangloriar-se.
Abraços e té más
Ritual de Lo Habitual

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E então me lembro da primeira vez em que ela disse “eu te amo”. Foi como se o universo todo tivesse parado, e, logo em seguida, dado um grande suspiro..
Seus dedos tocavam, de leve, a minha mão, por sobre a mesa do bar. Sua postura conseguia ser disfarçada muito bem dentro daquele vestido que realçava os seus seios e deixava os ombros de fora – ahhh, que ombros. Sim, era verão, amigo leitor, e os seus cabelos soltos caíam, uns fios, pelo rosto – e ela nem se importava. Ela não se importava com nada de supérfluo naquele momento.
Naquele nosso momento.
Foi como se aquelas teorias todas de tempo e espaço e relatividade e sei lá mais o quê estivessem todas de férias, todas elas, deixando tudo absurdamente livre e à nossa mercê naquele momento.
A única coisa que importava realmente era o que os olhos dela me diziam, e, dentro daquele olhar, eu pude perceber tudo, tudo o que a voz doce e macia dela queriam me dizer – num maldito pleonasmo que confesso: foi maravilhoso de ver e ouvir.
Uma das melhores experiências que tive em toda a minha famigerada vida.
E então me lembro de momentos, de frases, idéias e sorrisos – e momentos de pura e simples contemplação. Antes e depois do sexo, do amor. Do amor.
Lembro de tudo isso e penso que... ah, melhor deixar pra lá.
Hoje é um maldito dia que não quero pensar mais um pouco – coisa que raramente acontece, aliás.
Não quero pensar. Apenas lembrar.
Abraços e té más

Tenho um amigo que tinha um Porsche Boxter. Até aí tudo bem – tudo bem não, tudo ótimo (principalmente pra ele).
Fazia tempos que não conversávamos, e, essa semana, entre um chope e outro, ele me comentou que vendeu o famigerado Porsche. Eu pensei “ou se apertou de grana ou andou se incomodando demais por causa do carro...”
Não, amigo leitor, não era nem uma coisa e nem outra. Na verdade ele me disse que, quando o cara é dono de um Porsche Boxter, logo logo já quer ser dono de um Porsche 911, e, tão logo seja dono de um 911, depois vai querer ser dono de uma Ferrari; num ciclo vicioso e interminável de querer cada vez mais e mais e mais e mais – e acaba se tornando escravo disso.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro de um ditado budista que diz mais ou menos assim: “as coisas que você pensa possuir são as que possuem você”. Pois é.
Ele ainda comentou que comprou um outro carro (um Corolla usado, acho) e que, com a grana que sobrou fez viagens, comprou livros, roupas e etc – e inclusive pagou toda a nossa rodada de chopes, claro, que não sou bobo nem nada...
Esse meu amigo ainda me perguntou sobre onde investir boa parte do dinheiro que tinha sobrado - investir um pouco também é importante, afinal.. Minha resposta foi rir. Apenas rir. Antes que ficasse brabo comigo eu emendei: “com todo esse bom senso que tu tens acho que eu é quem deveria pedir conselhos pra ti...”
Que orgulho que eu tenho desses meus amigos.
Abraços e té más

o meu amor
é um amor bandido
daqueles que só faz sentir dor
nas ruas escuras
nas esquinas sujas
eu quero, eu quero esquecer
o meu amor
é um amor bandido
daqueles que provoca calor
nas mais loucas entranhas
eu quero, eu quero esquecer
o meu amor
é um amor bandido
daqueles que deixa torpor
nos bares de então
perdendo a razão
eu quero, eu quero esquecer
Abraços e té más


a mulher perfeita
não tem rosto nem idade
não tem corpo
não tem maldade.
tem, sim, uma forma,
uma forma de saudade.
tem um brilho no olhar.
uma coisa assim tão mágica
que desperta o tocar – o querer e o desejar.
ela é, assim, tão bela...
uma coisa meio triste,
e, ao mesmo tempo, dela.
só dela.
Abraços e té más
me sinto teu
irracionalmente teu
e mergulho tanto nisso
que chego a perder o (pouco) juízo
me sinto assim
apaixonadamente assim
quero te sentir transbordando
sempre, mostrando, exalando
sou todo desejo e emoção
um sem conta da razão
e não peço perdão
apenas compreensão
queria saber da vida metade
tentar curar a insanidade
e rasgar essa louca vontade
de te sentir, de novo... saudade.
Abraços e té más

A cerveja que não bebi
Me fez viajar muito mais
Me fez sentir muito mais
A embriaguez da realidade
A distorção de uma verdade
Hoje não sinto mais falta
Eu queria apenas uma volta
Eu queria mostrar
Eu queria dizer
Que tudo, afinal, é diferente
Todo aquele frio que sinto, agora
Toda aquela vida lá fora
São marcas, são reflexos
De um passado muito distante
São, então todas elas, forças
Forças opostas, forças apenas
Forças sorrindo, forças brigando
Forças sentindo, forças chorando
Desnecessariamente
Forças inertes
Forças, apenas
São coisas da vida
Coisas da sorte, coisas da morte
Pedidos, desejos
Pensar em tudo (em nada) e beber uma cerveja
Uma cerveja que não bebi...
Abraços e té más


Dizem que um homem só se conhece de verdade quando coloca à prova seus limites. Bem, eu posso dizer que já fiz algumas cagadas na vida, e que já acertei um punhado de vezes também – mas, afirmo categoricamente que, tudo o que fiz, foi movido pelo amor. O engraçado é se dar conta disso, assim, durante aquela xícara de café, em meio à pensamentos ociosos. Que coisa. Nunca imaginei que o amor fosse capaz de levar alguém tão longe – longe à ponto de testar os próprios limites, afinal.
E então penso mais um pouco – coisa que raramente acontece, aliás – e percebo que cada pessoa ama do seu próprio jeito. Mesmo as que mostram que isso não parece – ou então de uma forma distorcida. Pode ser que seja apenas uma questão de interpretação.
Como aquela vez, aquela sublime vez em que ela me olhou nos olhos e disse que... bom, melhor deixar pra lá, certas coisas não devem ser reduzidas à palavras, definições.
Abraços e té más

| Site Oficial: http://www.factotummovie.com/site.html |
| Sinopse: |
“if you're going to try,
go all the way.
otherwise don't even start.
this could mean losing girlfriends,
wives,
relatives,
jobs.
and maybe your mind.
it could mean not eating for three or four days.
it could mean freezing on a park bench.
it could mean jail.
it could mean derision.
it could mean mockery,
isolation.
isolation is the gift.
all the others are a test of your endurance,
of how much you really want to do it.
and you'll do it,
despite rejection in the worst odds.
and it will be better than anything else you can imagine.
if you're going to try,
go all the way.
there is no other feeling like that.
you will be alone with the gods.
and the nights will flame with fire.
you will ride life straight to perfect laughter.
it's the only good fight there is.”
CHARLES BUKOWSKI

Final de ano é foda, todo mundo tem aquela mania de fazer o balanço anual. Nunca tinha feito isso – não por rebeldia, não por falta de tempo, não por nada, mas porque sempre fiz isso na época do meu aniversário, que achava mais adequado; então, achava completamente dispensável esse balanço de final de ano.
Pois bem.
Posso dizer que, apesar dos percalços (que sempre existem, por certo, e esse ano foram vários, muitos), esse ano foi interessante. Extingui algumas coisas, acabei com alguns hábitos – e percebi que estou criando outros, que começaram como embriões... mas já posso perceber as suas formas.
Me apaixonei duas vezes, tive calafrios profissionais, altos e baixos de tudo que é lado, decepções com algumas pessoas, redescobertas com outras; tive também conquistas maravilhosas, dei risada pra caralho com amigos que há muito não via, torci pra cacete pelo meu time – que acabou não conquistando nada, e trilhei caminhos que sequer imaginei.... e, bem... por aí vai: a vida fez questão de mostrar, ensinar.
Acho, sinceramente, que foi um ano muito bom. Principalmente no que tange ao aprendizado. Taí, seria essa a palavra que iria usar, caso me perguntassem, entre um chope e outro, como eu iria definir esse famigerado ano que passou: Aprendizado (com “A” maiúsculo mesmo).
Espero, amigo leitor, que o próximo seja realmente uma montanha de emoções, e que não sejam baratas e tampouco descartáveis – porque, afinal, nunca o são; e que possamos aprender com tudo. Sempre.
Pra mim e pra você, querido leitor.
Que Venga 2008!!
Abraços e té más



Tenho o costume de ficar observando as pessoas. Eu gosto. Adoro observar as pessoas e percebê-las – só que eventualmente me vejo em situações embaraçosas, pois de vez em quando alguma mulher acha que estou flertando com ela (ou tentando flertar), e claro que aí a graça toda da coisa se perde, pois a naturalidade dos movimentos evapora, dando lugar à movimentos friamente calculados (como diria o Chapolim); de uma precisão cirúrgica até. Sim, amiguinhos, a arte da sedução também tem dessas coisas estratégicas.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás - e percebo que tem coisas que realmente não entendo. As mulheres que saem à noite, nos barzinhos / boates da vida e ficam o tempo todo de cara fechada, ou olhando com “cara de nojo” pra todo mundo. Acabam voltando pra casa sozinhas, sempre.
Pô, eu sei que se arrumar pra sair na noite dá um trabalhão pra mulherada... então, porque se dar todo esse trabalho pra ‘nada’?
Não que seja obrigação conhecer ou conversar com alguém, mas, um dos objetivos de sair na noite não é exatamente esse?
Que fiquem em casa essas mulheres com cara de cu – e dêem lugar praquela outra ali, ó, que está abrindo o maior sorrisão...
Abraços e té más
Tenho um sonho que se repete. Há anos. Bem, quer dizer, ele não se repete assim, igual, todas as vezes – mas a temática sempre é a mesma. Variações sobre o mesmo tema, portanto.
A freqüência não é precisa, exata, mas acho que uma vez por mês (ou a cada dois meses, não sei direito) eu sonho com isso. Que coisa.
E então me lembro que Freud dizia que os sonhos são manifestações de desejos reprimidos (ou até, quem sabe, algum medo... reprimido também), e percebo que o meu sonho pode muito bem ser a manifestação de um desejo; se bem que, no meu caso, isso não é nada reprimido – muito pelo contrário até.
O interessante é a variação, que é deveras reveladora. Sempre.
Vou confessar para o amigo leitor aí que acho que me apeguei à esse sonho, pois gosto de sonhar isso. Gosto desse sonho que se repete, numa freqüência não muito seguida, mas também não tão distante o suficiente pra se fazer esquecer.
Tranqüilo: nem demais e nem de menos, mas na medida exata. Como tudo deveria ser.
Abraços e té más
Existem pessoas (eu conheço algumas) que volta e meia falam assim: “ninguém me tira da cabeça que isso-e-aquilo e blá-blá-blá....” Pois bem.
Acho isso um dos maiores atestados de burrice que pode existir.
Uma coisa é desconfiar, considerar a possibilidade; outra é ter certeza absoluta sem o devido conhecimento dos fatos.
Parece óbvio, não? Parece claro, não? Não. Para algumas pessoas, as coisas realmente funcionam assim: de acordo com a – própria – estupidez. Tem gente que pensa assim.
Abraços e té más

Me lembro dela.
Paro aquele instante, aquele lapso de segundo que, dentro das minhas memórias tornam-se horas e mais horas de lembranças gostosas. Assim.
Lembro do sorriso lindo que ela tinha. Lembro que às vezes eu pensava que ela seria capaz de conquistar o mundo com aquele sorriso – e ela parecia não perceber, ou nem ligar pra isso.
E então sinto uma brisa gostosa e leve bater o meu rosto, como se fosse um saudoso beijo. Um beijo de saudades.
Abraços e té más

Outro dia um amigo meu estava confessando – entre um chope e outro – que resolveu sair com uma menina que conhecera na internet. Disse ele que foi a maior roubada. Que não aguentou e inventou uma desculpa e saiu correndo...
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que sair com alguém que você conhece pela internet é mais ou menos como apostar na megasena acumulada: tu sabe que não vai ser “O” sortudo, mas mesmo assim tu arrisca...
Vai que dá certo.....

“Ah, eu quero aquele que custa 21, por favor.”
Malditos fast-foods padronizados dos infernos. Nada como uma boa comida caseira, feitinha na hora. Ô delícia.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece aliás – e percebo que (quase) tudo, ultimamente, está se tornando padronizado. Inclusive os relacionamentos.
Que coisa.
Abraços e té más
Acho estranho alguns tipos de comentários que as pessoas fazem, como por exemplo, quando estamos tristes e alguém fala: “não fique triste...”; ou quando estamos sofrendo: “não fique assim...”; ou ainda quando estamos chorando, alguém diz: “não chore...”.
Como se fosse apenas apertar um botão atrás da orelha e plim! O nosso humor muda como que imediatamente. Mágico.
Mas ainda acho pior aqueles no estilo “eu avisei / eu não disse??”
Descartáveis. Todos eles.
Abraços e té más
Tenho uma amiga que muda o cabelo quase toda semana; seja no corte, na cor, no penteado... Tá, foi exagero, vá lá, toda semana também não, mas é muito seguido (tenho amigos que tomam banho numa freqüência beeeem menor, por exemplo); e, como nos encontramos de vez em quando pra tomar uns chopes e bater papo, cada vez que a vejo tenho a impressão que estou encontrando uma nova amiga. Mas essa impressão dura apenas trinta segundos.
Outro dia fiquei sabendo de uma "lei" que diz mais ou menos o seguinte: O cônjuge que não cumprir com as tarefas - ou 'obrigações', no caso de alguns - sexuais como de costume, terá que pagar uma indenização à parte prejudicada. Assim.
Essa tragédia com o avião da TAM me fez pensar algumas coisas - muitas, na verdade. Como por exemplo, o fato de que a vida pode evaporar de uma hora pra outra. Tá, é piegas, eu sei, mas fiquei imaginando como tudo pode acabar assim, num estalar de dedos.
Sim, amigo leitor, vou falar sobre futebol. Mas não é nada disso que o amigo leitor aí está pensando. O que eu quero comentar é outra coisa, mas para isso preciso situar o amigo leitor aí no contexto todo da coisa.
Lá vai:
Há uns dias (mais precisamente uma quarta-feira), eu e uns amigos combinamos de nos encontrarmos no famigerado bar de sempre, para assistir o jogo do Grêmio. Até aí tudo bem. Como o bar é deveras movimentado, o som da tv é quase imperceptível em dia de jogo (pra não dizer totalmente), então eu e a minha amiga – amigona mesmo – começamos a escutar o jogo pelo rádio, com fones daqueles do tipo que é só o fone auricular - então era fácil de “dividir” um fio pra cada lado da orelha de cada um (é, esse fone mesmo que o amigo leitor imaginou).
Agora sim, tudo nos conformes: som e imagem funcionando quase perfeitamente, se não fosse um famigerado detalhe: a tv tinha um delay de imagem de uns 10... 15... talvez 12 segundos; ou seja, muito antes da jogada acontecer na tv já estávamos sabendo do resultado.
E então vou comentar que obviamente ela é uma peste criativa e bem humorada como eu, e, sem combinarmos nada, logo estávamos escutando o jogo no rádio e fazendo caretas, parando de respirar e arregalando os olhos justamente quando o lance na tv mal tinha começado (e no rádio tinha acabado), pra “irritação” dos outros amigos todos que estavam sentados juntos – e mais alguns vizinhos de mesa também... Eles, os outros, os nossos amigos, não conseguiam mais assistir o jogo tranqüilamente, por conta das várias cenas recheadas de caras e bocas, dignas de palco, a cada lance de ataque ou defesa que rolava no jogo. Muito divertido isso.... (pena que os outros que estavam na mesa não acharam tanta graça assim, e, como eles estavam em maioria absurda, resolvemos não continuar a mesma façanha teatral no segundo tempo do jogo).
Pra quem quiser conhecer a figura, é só clicar no link aqui de baixo:
O resultado do jogo? Ah, isso não importa. O que importa é que eu já sabia. Antes de todo mundo.
Abraços e té más

Ela. Mais uma vez. Sei que é inútil tentar desviar, e então acabo sucumbindo aos encantos dela. Mergulho de corpo e alma (principalmente) e me entrego aos prazeres tantos que ela pode me proporcionar.
Ela. Ela me desperta, ma aviva a alma, e me arremessa à um êxtase sempre – e cada vez – novo. Inebriante.
E então me despeço do amigo leitor aí, e vou lá, agora, dedicar toda a atenção que ela exige (e merece): a maravilhosa taça de vinho.
Abraços e té más

Todo mundo tem um passado. Uma história. Altos e baixos e toda aquela coisa sobre vitórias, derrotas, erros e acertos. Pois bem.
Outro dia estava conversando com um amigo meu, no intervalo do jogo do Grêmio – sim, só no intervalo e apenas no intervalo; pois os sagrados minutos em que a bola está rolando toda redondinha no gramado exigem concentração. Muita.
E, bem... conversa vai, conversa vem, chope entra, verdade sai, e, lá pelas tantas estávamos debatendo sobre essa coisa toda da cultura consumista, que transforma os homens em escravos de si mesmos.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro de um exercício bem interessante que resolvi comentar com o amigo leitor aí: vá ao melhor supermercado da cidade, pegue um carrinho e coloque as coisas mais caras das prateleiras, aquelas que são alvo do desejo de todo sujeito consumista – é, essas mesmas...
Depois, com o carrinho beeeeem abarrotado dessas coisas todas, pare; olhe bem pra tudo aquilo e pergunte a si mesmo:
“ Eu realmente preciso de tudo isso para ser feliz ? ”
Pois é.
Desapego. Um dos pilares do budismo. Um dos pilares da vida. Essencial, eu diria.
Abraços e té más


Amigo leitor, hoje vou confessar. Hoje vou confessar de verdade.
O negócio é o seguinte:
Tive, hoje, momentos agradáveis – muito agradáveis, por sinal – de bate-papo com um velho amigo, um amigão mesmo, dos tempos da infância... E foi muito bom saber que ele está bem. Está feliz. Reencontar uma amizade de infância é sempre muito regozijante – ainda mais sabendo que as pessoas que tanto gostamos estão no caminho da sua própria felicidade. Pois é.
E então me vejo aqui, fuçando no orkut e lendo a página do meu amigo, numa tentativa de saber um pouco mais do que se passou no famigerado processo de maturidade que todos somos obrigados à sucumbir com o passar dos anos. Me deparo - então - com um depoimento de um outro amigo: de infância também, amigão também; e, confesso que lendo isso, meus olhos ficaram como se eles tivessem aquela camada de vidro.... emocionados... pois são dois amigos do peito, de infância, e que, tenho a mais absoluta certeza, levarei para o resto da vida como uma lembrança gostosa de um tempo que (muito provavelmente) foram os melhores anos da minha vida – e se eu começar a mexer no velho baú das minhas memórias, e decidir contar as coisas que aprontamos, certamente esse post iria se tornar um livro por deveras volumoso e pesado...
Eis o depoimento:
“Olha amigão, depois de muito tempo sem se ver pra mim vc me pareceu o mesmo! Dizem q com o passar dos dias corremos o risco de o tempo remodelar nosso caráter. Acho q ñ aconteceu isso com vc. Te senti o mesmo amigo e companheiro de antigamente. Na maioria das lembranças na social do olímpico nos jogos do Grêmio esta vc. Onde ironicamente nos encontramos ano passado! Tu lembra quando fomos assistir o filme da Xuxa? Dois marmanjos no meio das crianças!! Q viadagem! Lembra quando eu chamei o Jair Soares de Ladrão e ele pensou q foi tu? AHAH!! Pois é meu velho..essas lembranças e muitas outras ñ tem preço. Isso me faz crer q amigos de verdade ñ são só aqueles q visualizamos fisicamente todos os dias. São também aqueles que levamos no coração embalados por lembranças prazerosas q nem o tempo apaga. Pois é Guto..se ñ fosse por vc ser o mesmo de antes ñ estaríamos relembrando tantas coisas boas! Obrigado por isso! Grande abraço!!
Eu é que agradeço à vocês dois, seus putos, por tudo isso!!
Abraços e té más
Acho que uma das coisas mais chatas do mundo é enfrentar o famigerado serviço SAC das empresas. Haja “SAC” pra ‘estar aguentando’ aquele gerundismo todo, recheado com uma voz anasalada no fundo do mar – sem contar o tempão que ficam ‘cozinhando’ a gente no telefone... Deve ser estratégia pra ganhar no cansaço, ou então fazer o cara desistir de raiva. Só pode. Sei lá. Sei que isso é muito chato mesmo...
Falando em chato, outra coisa que enche o saco é quando aqueles estudantes de direito resolvem incorporar o advogado o tempo todo, dentro e fora da sala de aula (ou Foro): sempre querem ter razão em qualquer assunto, contra-argumentam tudo o que se fala na mesa do bar e tem um palpite na ponta da língua pra dar sobre qualquer coisa. Eu acho engraçado – e confesso que às vezes discordo de propósito, ou então sou a favor e depois contra (ou vice-versa), só pra dar umas risadas... Tá, é maldade, eu sei, mas não resisto... Preciso estar parando com esse sarcasmo, senão, daqui a pouco o chato serei eu...
Abraços e té más

Já ouvi dizer que Nelson Rodrigues era corno, mal amado, tarado, pervertido e sei lá mais o quê... Incompreendido, na verdade. Pois ele era genial – a impressão que passa é que, ele conseguia captar um único fragmento de pensamento, num único e esporádico lapso de momento, e transformava, com juros compostos, tudo isso numa brilhante (e dissecante) história – ou conto – da alma brasileira.
Abraços e té más
Outro dia, ouvi alguma coisa sobre o cometário do ator Tobey Maguire, na premiere do filme "Homem Aranha 3" (no Japão, se não me engano), no qual dizia que o filme era interessante porque mostra a dualidade (e o eterno conflito) do bem e do mal de forma misturada; e dizia que, no filme, assim como na vida, ambas andam juntas – na maioria das vezes – e não existe aquela coisa totalmente definida de “mocinho do bem” e “tiozinho do mal”.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que todo mundo tem um lado negro, que eventualmente emerge. Tudo bem que a essência não muda, mas pode sofrer alterações – mesmo que temporárias.
Todo mundo tem o bem e o mal dentro de si, por certo.
Resta saber a hora certa de usar cada um.
Abraços e té más
PS: nem ia assistir esse filme, mas agora confesso que fiquei curioso...

Abril é um mês maldito para mim. Foi em abril que quase perdi a vida em um terrível acidente de carro. Foi em abril que conheci uma mulher que só me deu incomodações e cabelos brancos ao longo do namoro. Foi em abril que sofri o maior baque financeiro de todos os tempos, indo parar nas mãos de pessoas que não gostaria de dividir nem a mesma calçada (bancarrota total - e quase definitiva). Foi em abril que sofri com o fim de um namoro que tinha tudo para dar “eternamente” certo. E por aí vai... Diversas chateações e dores de cabeça. Sempre em abril. Maldito mês.
Claro que tudo isso que o amigo leitor acabou de ler não aconteceu em um único abril, por certo – foram vários. Foram todos.
E, bem, como de praxe, esse ano não poderia ser diferente. Aliás, vou corrigir isso: esse ano não... esse abril. Sofri, sim, alguns desgostos que não gostaria – ou não deveria.
Com certeza nunca vou assinar um contrato, fazer uma cirurgia, me casar ou montar um negócio no mês de abril. Se bem que, pensando bem, o ideal seria ganhar uma mega-sena acumulada no mês de abril, pra ‘compensar’ isso tudo.
Ainda bem que abril está quase no fim. Ou não.
Abraços e té más


Tenho calafrios quando chego em algum bar pra encontrar os amigos e vejo uma máquina fotográfica digital em cima da mesa. Um saco essas pragas. Todo mundo tem uma maldita câmera digital hoje em dia – e acha que toda hora é hora de tirar fotos de meio mundo, achando também que meio mundo está com muita, mas muita vontade de ser fotografado.
Pô, eu só quero sentar, bater um papo e tomar a minha cerveja tranquilamente, sem ter que forçar sorrisos, ficar com a coluna ereta e posando a cada trinta segundos para registrar esse “momento único”.
Invasão total. Uma falta de educação sem tamanho.
Abraços e té más

Certa feita me disseram que o maior problema ao andar de moto, em relação à segurança, se dá quando perdemos o medo.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que certos ciclos na vida são mesmo viciosos, e que a tendência é aquela eterna continuidade desses padrões todos, caso não se faça nada para identificar e mudar todos eles - bem, alguns pelo menos, os mais importantes, vá lá.
Coincidentemente logo depois de escrever as linhas aqui de cima, ligo o famigerado rádio e escuto a notícia sobre aquele tiroteio numa universidade dos EUA (sempre lá, que coisa), em que um aluno matou um catatau de gente em pleno campus; e, imagino então que os ciclos viciosos não se limitam apenas ao aspecto psicológico de cada um, mas também pode ser extensivo à um país inteiro – quiçá aplicável também ao mercado, aos biquínis de lacinho, e por aí vai....
Acredito, sem muito pensar, que o ideal seria ir no ponto nevrálgico da coisa, porque, senão, o ciclo irá se repetir e repetir e repetir e repetir...
Com certeza que sim.
Abraços e té más


No inferno é frio, afinal. Muito frio, pelo jeito.
O que faz sentido: se fosse quente, as pessoas iriam andar com pouca roupa – ou sem nada até – estimulando a libido e efervescendo os hormônios e tal... Não preciso nem comentar com o amigo leitor o desfecho disso tudo, né?
Aí não seria mais inferno. Seria o paraíso.
Abraços e té más
Existe um conto budista que é mais ou menos assim:
Certa feita, uma senhora foi encontrar buda (provavelmente no país dos kalamas) para pedir ajuda (ou conselho), sobre o filho diabético, que, embora nessa condição de diabético, não conseguia ficar sem comer doces. A mãe dele estava desesperada. Buda então disse:
- Volte daqui um mês.
Buda então ficou um mês inteiro sem comer doces, para saber e sentir como o rapaz se sentia, à respeito dos doces. Buda pensou que, colocando-se no lugar dele (o princípio da compaixão no budismo) iria obter melhores condições de ajudar o comedor de doces, e livrá-lo do sofrimento (outro pilar do budismo).
O amigo leitor aí sabe que, quando sentimos as coisas, experimentamos e – principalmente – vivenciamos, é que podemos dar algum conselho de forma mais madura e benéfica.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro daquela declaração do Papa, sobre o segundo casamento ser uma praga e tal, e percebo que ele falou isso porque nunca foi casado. Pois se ele já tivesse experimentado, certamente diria que não só o segundo casamento é uma praga, mas também o primeiro, o terceiro, o quarto, o quinto....
Abraços e té más

Sempre arrastei um trem inteiro pela Brooke Shields. Babava muito por ela. Achava que ela era a mulher perfeita - até o dia em que ela se casou com o tenista Andre Agassi.
Não, amigo leitor, não deixei de admirar a beleza da moça, e tampouco fiquei com ciúmes (ciúmes?!?).
O que aconteceu, realmente, foi que ela se revelou uma mulher diferente do que sugeria aquele encanto todo meigo e feminino antes do casamento: Andre Agassi, logo após os primeiros meses do casamento, caiu vertiginosamente no ranking internacional, e raramente ganhava uma partida (sendo que, na época do noivado, ele era número 1 no mundo do tênis).
E então me lembro de um dos conselhos do meu sábio pai, o qual dizia que existem dois tipos de mulheres: as que dão força e apoio e ajudam a levantar (e melhorar) a vida de um homem, e as que colocam ele lá embaixo... (claro que existem diversos, infinitos tipos de mulheres, por certo que sim; mas não irei entrar no mérito de cada qual - não conheço tantos tipos assim).
E então, após um ou dois anos de casamento, eles se separaram. E o que aconteceu? Andre Agassi ganhou o torneio de Wimbledon, no mesmo ano, voltando ao topo do ranking.
Tudo bem que ele também pode ter pensado “bem, vou abrir mão e me dedicar ao casamento”, mas acho que não foi o caso... se fosse, ele talvez teria se aposentado, ou declarado alguma coisa que deixasse entender, sei lá. E a confirmação veio depois, quando eles se separaram, afinal.
Bem, é claro que não iria negar um convite dela pra tomar um chope e bater um papo, num final de tarde de sexta-feira - continuo achando a Brooke Shields uma mulher maravilhosamente linda e tudo. Mas, agora, é uma beleza vista, claro, com outros olhos.

Outro dia estava lá, comendo pizza e bebendo cerveja – e o melhor: conversando com algumas amigas muito inteligentes, na mesa do famigerado restaurante, no que o assunto caiu - obviamente - em relacionamentos, suas alegrias, anseios, problemas, enfim: aquela função toda que todo mundo está cansado de saber.
Obviamente que o rumo foi exatamente em direção àquele papo já meio antigo até, de que há mais mulheres que homens no “mercado” e tal, e, que está tudo mais fácil para os homens, e, ainda, que as mulheres agora é que estão chegando junto e fazendo o famoso approach na noite e tudo o mais.
E então eu penso aqui com os meus botões.... De que mercado elas estão falando? Será que é o mesmo que o meu? Sim, porque eu nunca vi disso, e nunca foi fácil - nem pra mim e nem pros meus amigos - conseguir conquistar alguma mulher (eu sempre tive que dar muito duro, aliás...).
Onde é esse lugar que acontece esse tipo de coisa? Amanhã mesmo eu vou!
Mulheres que chegam junto – que “chegam chegando”... Pois sim. Sinal dos tempos....
Só tenho que descobrir agora onde é a tenda em que acontecem esses milagres todos. Um mistério a ser desvendado, afinal.
Abraços e té más
Leio então, aqui mesmo na interné, um artigo sobre a tal questão (que nunca sai de moda, aliás) sobre o orgasmo feminino. Quase que como imediatamente, me lembro de uma cena, uma famigerada cena de um filme relativamente conhecido (Harry e Sally, 1989), no qual a atriz Meg Ryan simula uma cena completa de orgasmo, provando o quão as mulheres são capazes de fingir.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e vejo que os homens não possuem essa capacidade de fingir. Digo, fingir o orgasmo, claro.
Ou seja, o homem é obrigado a ser sincero, seja o que for, aconteça o que acontecer. Já a mulher pode passar a vida inteira fingindo, se quiser.
Não sei até que ponto isso pode ser uma (des)vantagem. Pois é.
Abraços e té más
Nestor era um homem sério. Honesto até quando não devia (ou não precisava) ser. Honesto, trabalhador e... bem... mulherengo. Não podia ver um rabo de saia que já alisava os cabelos, na parte da nuca, como que pensando numa forma de abordagem mortal.
E assim foi, até o dia em que conheceu a Lurdinha. Maria de Lourdes - mas esse nome era apenas nos documentos, pois sempre fora chamada de Lurdinha. Dona de predicados que toda mulher deveria ter. Enfim, uma mulher pra casar. E foi isso mesmo o que Nestor fez: propôs o casamento, logo no primeiro mês de namoro.
- Chega de perder tempo na vida - dizia ele.
Mal voltaram da lua-de-mel, e no primeiro café da manhã na casa nova, Nestor pousou a xícara de café na mesa da cozinha, e, num tom sério, desferiu:
- Quero que saibas que posso suportar tudo, menos uma mentira. Entendeste? Tudo... Menos uma mentira!!
E continuou a sorver o café.
Mais um ano se passa, e Nestor finalmente consegue a tão sonhada promoção no trabalho, o que significava um salário mais gordo, por certo. Finalmente poderia suprir os mimos da esposa à altura, agora. Perto do aniversário de casamento, a revelação: Lurdinha estava grávida. Nada poderia ser melhor.
Algum tempo se passa, e nasce a tão aguardada criança, e, ao mesmo tempo, os anos que também se passam revelam uma Lurdinha cada vez mais distante, mais quieta. Nestor, que já andava meio desconfiado dela, resolveu aconselhar-se com o melhor amigo, no boteco da esquina, entre uma cerveja e outra:
- Então, que tu achas?
- Desde quando a Lurdinha anda assim?
- Desde a gravidez.
- Tanto tempo assim?! E como tu tens aguentado tanto tempo assim?
- Pois é, na verdade, nem eu sei... Mas ela sempre foi tão boa mãe...
- Espera. Espera um pouco. Vou te fazer uma pergunta, e quero que sejas sincero comigo. Tu sabes que sou teu amigo, e o que vou te perguntar é para o teu próprio bem.
- Diga...
- Tu confias na tua mulher?
- Tu ficaste louco?!
- Se ela anda estranha desde a gravidez, pode ser alguma coisa relacionada à criança... Quem sabe à paternidade...
Aquilo fora um golpe no peito de Nestor. Uma interminável facada, fria e dolorida. Se o próprio amigo, a quem seria capaz de confiar a vida, lhe disse isso, é porque talvez pudesse haver, mesmo, alguma coisa.
Nestor não conseguia dormir direito à noite. Suava e revirava nos lençóis enquanto a idéia da traição lhe martelava a cabeça. Não conseguia mais conviver sob o mesmo teto que Lurdinha com aquela dúvida. Não suportava uma mentira...
Resolveu fazer um exame de sangue. Um exame de DNA. Queria tirar toda e qualquer dúvida em relação à isso. Não suportava uma mentira - ainda mais uma mentira assim, desse jeito. Pediu ajuda para um primo, médico, que recém chegara do interior. Pediu ajuda e discrição, pois não queria expor o caso.
Finalmente, depois de quase um mês de angústia e semi-desespero, veio o resultado. Seu primo, médico, relutante como todo médico vindo do interior, o advertiu que ainda existiam míseros 0,01% de chances do exame dar errado. Aviso inútil, pois Nestor não quis nem saber. Abriu o envelope ali mesmo, e, nem bem leu o resultado, girou nos calcanhares e sumiu como um raio, pelo consultório afora, deixando o primo falando sozinho.
Algumas cervejas depois, no usual boteco da esquina, Nestor criou coragem e resolveu ir para casa. Calado. Quieto como um agente secreto.
Chegando em casa encontrou Lurdinha, distraída nos afazeres da casa, perdida entre pratos, panelas e outros utensílios domésticos. Foi, então, direto ao quarto do casal, e gritou seu nome, de modo firme, porém sem ser agressivo.
- Que foi, amor, aconteceu alguma coisa?
- Aconteceu sim, olhe este resultado!!! – retirando do bolso interno do paletó o famigerado envelope com o brasão da clínica bordado.
- Mas... Mas...
Nestor não esperou ela sequer balbuciar um terceiro “mas”, e desferiu dois tiros, certeiros, à queima roupa, no meio do peito de Lurdinha. Ainda falou, enquanto o corpo de Lurdinha lhe caía por sobre os pés:
- Posso suportar tudo, menos uma mentira....
Nem bem meia hora passou e Nestor resolveu voltar à cena do crime – o quarto do casal. Ao olhar friamente para o corpo de Lurdinha, teve um rompante de raciocínio lógico, e lembrou que precisara do resultado do exame, como prova “incontestável” da justificativa que daria perante a polícia, argumentando que lavara a honra – dele e do filho.
Porém, ao segurar o resultado do exame, ainda com a mão trêmula, leu de novo o resultado do exame:
Nome: Lourdes Maria.
Lourdes Maria – e não Maria de Lourdes.
Correu para a clínica do primo, médico advindo do interior, ingênuo e besta, e sentenciou:
- Tu fostes o culpado! Tu!
E desferiu-lhe, também, dois tiros no peito. Tiros fulminantes de um revólver calibre 38.
Chamou, então, o seu melhor amigo, aquele cuja vida podia ser confiada com toda certeza, e fez-lhe um último pedido:
- Presta bem atenção, Agenor, presta bem atenção! Quero que retirem os meus olhos antes de me enterrarem naquele túmulo. Esse é o meu desejo. Só este, e nada mais. Não posso confiar em quem me mente...
E meteu uma bala – a última, que compunha o tambor de 5 tiros do revólver – na própria cabeça.
Abraços e té más
Essa foto aí de cima ganhou o prêmio de foto do ano da World Press Organization. A legenda dizia mais ou menos assim: "Jovens ricos de Beirute impressionados com os estragos que a guerra fez no subúrbio."
Outro dia li um artigo, aqui mesmo, na internê, que comentava sobre uma mulher que é um dos maiores sucessos da indústria cinematográfica pornô, e pasmem, amigos leitores, não se trata de nenhuma mulher com o corpo de capa de Playboy ou afins. Trata-se, sim, de uma mulher com... hã... digamos... uns quilinhos “a mais”, e seios “de menos”. Assim.
Obviamente fui conferir os dotes e as medidas da moça, que não sou bobo nem nada, e digo que, fora o rosto bonito, ela (realmente) está bem longe daqueles moldes de beleza que a mídia insiste em ditar – passa bem longe até. Claro que também não é um canhão da II Guerra Mundial, vá lá.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que, o que realmente faz ela se destacar num mercado que não perdoa corpos que não são moldados e esculpidos é exatamente uma coisa que não há cirurgia nem academia que mude: a atitude.
Trata-se, sim, de uma mulher que não tem vergonha do próprio corpo – muito pelo contrário, pois ela é bem cheia de si (nos dois sentidos), mas sem ser arrogante e convencida, claro. E mais: ela gosta do que faz. Faz com gosto. Com prazer. Se entrega realmente ao ofício, por assim dizer. E aí, exatamente aí, é que está o segredo do sucesso da moça.
É claro que, se a mulher é um pouco “travada”, ou tem certas vergonhas do próprio corpo, o homem, nesse caso, tem um papel fundamental, no sentido de desmistificar essas bobagens todas sobre celulites e afins – e enaltecer a verdadeira beleza a desabrochar, até ela levantar a auto-estima e se sentir confiante o suficiente pra soltar aquela leoa adormecida. Por outro lado, uma andorinha só não faz verão: ambos devem querer isso, ansiar por isso até. É um assunto para ser discutido à dois, portanto – e se possível com umas boas taças de vinho. Tinto. Seco. Ou então Champagne, pra criar um clima mais afrodisíaco ainda...
Amiga leitora, aqui vai um aviso: o homem não dá tanta importância para celulites, barriga, estrias e ‘músculo do tchau’ como vocês imaginam. Não mesmo.
Claro que um corpo bonito ajuda, por certo que sim. Não vou ser hipócrita de negar. Mas gostar de si e – principalmente – se soltar de verdade é que faz uma baita diferença. Isso (sim), o homem valoriza muito numa mulher. Atiça muito mais do que qualquer par de seios siliconados.
Abraços e té más
PS: talvez Nelson Rodrigues diria: “amigos, prefiro mil vezes a gordinha desinibida do que a miss reprimida.”
Dizem que quando falamos baixinho com a pessoa amada, quase que sussurrando, é porque o nosso coração esté bem perto do coração da pessoa – e este por sua vez, bem atento e receptivo.
Já quando estamos gritando para expor algum tipo de idéia, opinião ou pensamento – como numa briga, coisa que eventualmente acomete os casais – é porque a necessidade de gritar se dá em função da distância toda que se forma entre os corações do casal. Soa poético; mas tem lógica, afinal.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e me dou conta de que o tom de voz também pode alterar significativamente o significado do teor, da intenção.
Lembro de um diálogo que assisti outro dia, num daqueles filmes perdidos nas infindáveis madrugadas de insônia, sobre um casal em crise, que discutia, e lá pelas tantas um deles fala mais ou menos assim:
“O que eu fiz para merecer você?”
Essa frase, dita assim, no meio de uma discussão, pode machucar.
Essa frase, dita assim, no meio daquelas trocas de carinho e beijos e olhares doces, pode ser um gostoso elogio.
Tom de voz. Intenção. Que puta diferença.
Abraços e té más
Um feriadão bem "docinho" pro amigo leitor aí.
Aparência. A famigerada aparência.
Isso, na verdade, não interessa muito. Mas não vou levantar hipóteses, teses e rabiscos diversos aqui. Oh, não, amigo leitor, vou ilustrar com uma história pessoal, que acho bem mais válida e edificante – e mais fácil de escrever também, eu confesso....
Eu tinha, há alguns anos, uma namorada linda. Lindona. Toda linda e maravilhosa só do jeito que ela sabia ser. Assim.
Pois bem.
E, bem, houve uma época do namoro em que ela estava mais “largada”, mais gordinha, e teve outra em que eu poderia jurar que era alvo de raios de inveja de TODOS os homens da cidade, e outras tantas épocas e fases que nem as mulheres sabem como acontecem (mas os hormônios dela sim). Mas acontecem, afinal. Aposto que a amiga leitora sabe dessas coisas. Eu não. Sou muito burro pra perceber esse tipo de coisa.
Mas teve uma coisa que me dei conta, uma única coisa. E vou contar pra vocês aí, sentados na frente da tela do computador, em primeira mão, que nem pra ela eu contei – já que o namoro acabou antes desse texto de hoje, afinal (muito antes, afinal).
O que queria comentar é que, teve um dia em que fomos numa festa de gala. Até a barba eu fiz, pra vocês terem uma idéia do quão chique era a tal festa. É óbvio que, ao buscar a minha amada (na época) em casa, tive vontade de pedir ela em casamento no segundo seguinte em que a vi, tamanha era a beleza que irradiava da porta da casa dela, tamanha era a beleza que descia aqueles degraus e depois me sorria com um sorriso de 300 dentes e perguntava num tom de voz suave e doce: “gostou? estou bonita?”
Se eu gostei? Se eu gostei????? Bem, nem vou comentar com o amigo leitor aí, porque senão isso vai se tornar uma conversa longa por demais....
E então paro aqui. E faço um pulo para um outro dia, bem mais além, e digo pro amigo leitor que era um dia de inverno, daqueles bem frios mesmo, e que estávamos – eu e a minha amada (na época), em casa, num daqueles finais de semana em que se alugam vários filmes e se faz de tudo pra não sair de casa – quiçá da cama.... Pois é. E vou comentar ainda que, ao vê-la fungando, depois de 143 (ou 144, não lembro direito) espirros oriundos da famigerada rinite, com o nariz fungando e um chapéu que parecia o do Chaves – e ainda por cima estava, na concepção dela, “gordinha” (embora eu nunca a tenha visto assim, mas enfim) – e mesmo assim, eu tive, de novo, vontade de me ajoelhar ali mesmo, aos pés dela, em meio àqueles lenços todos de papéis ranhentos e pedir (de novo) ela em casamento.
Assim.
Porque na verdade o que importa é que, quando conhecemos alguém e gostamos desse alguém, de verdade, na verdade não importa como esse alguém se parece por fora; se está 10 Kg. mais gorda, 10 Kg. mais magra, com chapinha no cabelo ou não, ou então com as unhas dos pés perfeitas ou parecendo uma trincheira do Vietnã. Tanto faz. Na verdade tanto faz. Mesmo. Eu juro.
Assim.
A verdadeira beleza da mulher, a verdadeira mesmo, aquela forte e profunda, aquela beleza que toca lá no fundo do coração, vem de dentro dela. Indepedentemente do que parece - ou aparece. O verdadeiro encantamento - ou beleza - vem mesmo de dentro. E ponto final.
Assim.
Pode parecer clichê e piegas, mas aposto que pouca gente sabe disso.
Abraços e té más



Tudo, na vida, um dia passa. As coisas vão acontecendo, melhorando e piorando e melhorando e piorando e... melhorando e piorando um pouquinho mais, que a vida é assim mesmo, cheia de percalços e vitórias, afinal.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro daquelas pessoas que, invariavelmente, queimam etapas das suas vidas. Não, amigo leitor, não vou comentar sobre aqueles tiozinhos – ou tiazinhas – que não aproveitaram muito bem a solteirice da juventude e tentam desesperadamente (e inutilmente também, porque não dizer) buscar tardiamente uma juventude já perdida há muito.
As etapas que me refiro aqui são outras. São aquelas das dietas. Dos regimes. Pois é. Tem gente que deseja acelerar esse processo, almeja isso com remédios milagrosos, objetiva com fórmulas mágicas, e receitas e comprimidos que valem milhões no mercado negro. Praticamente uma favela da rocinha invisível – porém real e intrínseca.
E, caso a amiga leitora aí resolva seguir esse caminho, aqui vai um aviso: tem volta. Não porque a magia dos espíritos atletas e gordos do passado entrarão em conflito à sua volta, e tampouco por conta daquelas reações e alterações químicas todas que essas bombas fazem no organismo, não senhor. O que realmente faz a diferença, a real diferença, é a atitude. Só quem levou meses e meses de trabalho duro e boca fechada e renúncias imensas, daquelas que fazem preferir ver o capeta na frente do que aquela maldita barra de chocolate é que fazem a pessoa dar valor ao suor do esforço. Falo de disciplina e persistência. Isso sim, faz toda a diferença. No longo prazo, claro, que são, enfim, tal qual os melhores investimentos financeiros.
Abraços e té más
Li, essa semana, no jornal, que em 2006 foram consumidos, aqui no Brasil, 17 milhões daqueles comprimidos pra enducerer o tico. 17 milhões de comprimidos.
Tenho um amigo que é um verdadeiro tarado. Um maníaco sexual. Um pervertido digno daqueles livros do Nelson Rodrigues. Pois é.
Acho que a única pessoa que está realmente bem – e tranquila – em relação ao dinheiro, neste momento, neste exato momento em que escrevo, é o tal ganhador da famigerada megasena acumulada da semana passada. Enquanto que eu e você, amigo leitor, estamos sempre apertando aqui, espremendo acolá, e por aí vai...
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que uns tratam o dinheiro como amigos: fazem churrascos, passeiam pra cima e pra baixo e dão amor (sim, porque os amigos, os verdadeiros amigos, também são dignos de amor. Pois sim). Outros ainda, como se fossem suas namoradas: levam pra jantar, dão presentes, carinho, e, claro, muito amor. Agora, existem uns que simplesmente se deixam escravizar. Assim. Sim senhor, amigo leitor, o dinheiro escraviza num estalar de dedos, se deixar. E então são noites mal dormidas, problemas diversos de saúde, depressão, e mais um catatau de coisas que nem quero imaginar.
O bom mesmo é ter sempre em mente quem é o dono de quem. Aí as coisas funcionam como devem ser.
Abraços e té más
Existe uma frase genial sobre a viagem no tempo, que diz que a melhor prova de que não é possível viajar no tempo é que não somos invadidos por hordas de turistas vindos do futuro. Sim senhor, amigo leitor, a frase essa é do gênio Stephen Hawking (aquele físico inglês que, infelizmente, por um breve descuido da natureza, encontra-se preso à uma cadeira de rodas... É, esse mesmo).
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que uma outra explicação plausível seria facilmente elaborada com a teoria do caos: baseado naquela hipótese que diz que, um simples bater de asas de uma borboleta de um lado pode causar uma enorme tempestade do outro. Existe lógica no caos, portanto.
Bem, não vou ficar (aqui) alugando o amigo leitor com os meus delírios etílicos – mas confesso que é bem divertido viajar nisso... A teoria do caos é bem aplicável à um catatau de coisas importantes, tais como as cervejas geladas, às loiras e morenas, todas de pernas de fora, por causa do verão. Assim. Claro que é – também – aplicável àquelas questões secundárias, como as infindáveis conexões que temos com tudo o que permeia por dentre as pessoas, e principalmente as situações; e sobre como as coisas se entrelaçam, através do tempo e do espaço, afinal. Pois sim.
Tá, depois dessa conversa toda, sou obrigado a abrir uma garrafa de vinho, e viajar em outra coisa, muito mais caoticamente apaixonante...
Abraços e té más
Hoje é dia das mães.
Não, amigo leitor, não estou louco – e tampouco bêbado também. Eu explico:
Estava lá, hoje, ao meio-dia, tentando me divertir com um bife mal passado e uma massa com um molho identificável, no que escuto, sem querer (obviamente) a conversa de duas meninas ao lado. Bom, pelo que entendi, uma delas estava combinando com a outra uma forma de contar ao marido que estava grávida. Uma dádiva.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e me lembro daquela história que se passou há uns anos atrás, nos EUA, sobre uma mãe que tirou o seu filho da boca de um crocodilo, com as próprias mãos. Sim senhor, amigo leitor, uma mãe é capaz de tudo. Tudo. Alguns pais até o são também – é preciso ser justo, afinal – mas nada se compara ao amor de mãe. Nada.
E então paro e penso um pouquinho mais – o que mais raramente ainda acontece, aliás – e percebo que todos os dias do ano é o dia das mães, pois ser mãe deve ser uma dádiva inigualável, uma verdadeira bênção.
A mulher, depois que se torna mãe, assume um verdadeiro posto de nobreza ante às outras mulheres, ante ao mundo inteiro. A maternidade, é, por si só, uma promoção automática àquele nível que, enfim, só as mães sabem o que significa.
Por isso que digo: todo dia é o dias das mães, afinal.
Abraços e té más
Ano novo, vida nova. Tá, tá, tá... é clichê, eu sei. Mas não poderia deixar passar batido uma celebração tão... hã... digamos, marcante pro amigo leitor aí.
Bem, confesso que não desejo nada daquilo que todo mundo deseja pra todo mundo nessa época. Não senhor.
O que eu realmente desejo pro amigo leitor aí, é que tomem as decisões certas, que sejam senhores de suas vidas, e que, mesmo não conseguindo realizar nem a metade daquela famigerada lista de resoluções de ano novo, mesmo assim, desejo que consigam juntar forças suficientes para pelo menos tentar – porque isso, por si só, já faz valer por completo, afinal.
Desejo também, por fim, que não façam as mesmas coisas esperando resultados diferentes. Assim.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e resolvo remexer no velho baú das minhas memórias, onde encontro num papel bem velho, amassado e amarelado por causa do tempo, o seguinte texto do Victor Hugo:
Desejo primeiro, que você ame,
e que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo pois, que não seja assim,
mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
que mesmo maus e inconseqüentes,
sejam corajosos e fiéis,
e que em pelo menos num deles
você possa confiar sem duvidar,
E porque a vida é assim,
desejo ainda que você tenha inimigos;
Nem muitos, nem poucos,
mas na medida exata para que, algumas vezes,
você se interpele a respeito
de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante;
não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância,
você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você sendo jovem
não amadureça depressa demais,
e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
e que sendo velho não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste;
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
que o riso diário é bom;
o riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
com o máximo de urgência,
acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,
injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
alimente um cuco e ouça o João-de-barro
erguer triunfante o seu canto matinal;
porque assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
por mais minúscula que seja,
e acompanhe o seu crescimento,
para que você saiba de quantas
muitas vidas é feita uma árvore.
No princípio, era a escuridão. Então, o Criador, aproveitando esse momento sublime, inventou a luz estroboscópica, o DJ e os drinks elaborados, pra animar a pista de dança.
No segundo dia, Ele fez o homem à sua imagem e semelhança: com uma cerveja na mão e muita disposição pra paquerar a mulherada (e também pra bater uma bolinha com os amigos de vez em quando).
No terceiro dia, o Criador já não aguentava mais tanta balada e disse "faça-se a luz"; e assim surgiu a praia. E junto com ela surgiram os óculos escuros, o biquíni e a coca com gelo e limão - pra curar a ressaca observando a mulherada desfilar na beira da praia, que Ele não é bobo nem nada.
No quarto dia, Ele inventou o dinheiro pra pagar a conta dessa lambança toda... E ainda disse que isso iria mover o mundo - só esqueceu de explicar como ganhar - e o pessoal tem se virado como pode, desde então...
No quinto dia, o Criador bolou as plantas, os animais e toda essa infinidade de fauna e flora que existe por aí. Pena que Ele não reforçou a recomendação de respeitar isso tudo, e avisar que um dia isso acaba, caso haja abuso.
No sexto dia, Ele inventou a véspera de feriado, a cama "king-size", o ar-condicionado e o balde com gelo e champagne, pra facilitar um pouco as coisas e criar um clima mais romântico - e impressionar a mulherada, claro.
No sétimo dia ele viu sua obra completa e descansou. Mas antes de ir embora mandou demitir o cara que inventou só um dia de descanso por semana (ou dois pra alguns sortudos), e disse que ia demorar um pouco pra voltar, pois estava estressado e precisava de umas férias...
Abraços e té más

Ela chegou na minha vida assim, de mansinho. Sem avisar. Entrou sem pedir licença – e já foi logo tomando conta...
Quando dei por mim, já pensava a maior parte do tempo nela, e cheguei ao ponto extremo de não conseguir fazer mais nada, a não ser pensar nela. Assim. Penso nela muito mais do que deveria, eu sei, mas fazer o que....
E então percebo que ela é mesmo assim – e que gosta de se fazer onipresente, afinal. Confesso até que certas vezes me vi rendido aos pés dela, como um prisioneiro de guerra, como um samurai derrotado, tamanho o poder que ela exerce sobre mim. Que coisa. Ela tem se tornado, a cada dia que passa, mais e mais importante na minha vida.
E vou ainda comentar com o amigo leitor aí, que ela está aqui comigo, neste exato momento: essa maldita dor nas costas!
Preciso dar um jeito nisso....
Abraços e té más
"Aos 30 anos, a loira de olhos azuis esverdeados está com tudo em cima: 1m68cm de altura, 91 cm de busto, 61 cm de cintura e 92 cm de quadril."
Sim, amigo leitor, estou falando dela.
Somente uma coisa me impressionou de verdade nisso tudo, uma única coisa: Karina Bacchi tem 30 anos. 30! Quando vi as fotos dela, antes, achei que se tratava de mais uma daquelas menininhas novinhas, do tipo toda linda, e nada mais. Uma menina, apenas. Fiquei pasmo ao ler o comentário ali de cima e descobrir que trata-se de uma MULHER de 30 anos. Agora sim. Confesso que tive que fazer o sacrifício de parar tudo o que estava fazendo aqui, e ir lá olhar de novo as fotos dela – mas dessa vez com outros olhos, pois trata-se de uma MULHER, e não apenas mais uma menininha com rosto bonito e corpo moldado.
Aquela máxima que diz, que, quando uma menina vira mulher, os homens viram meninos é a mais pura verdade, afinal.
Mulheres de trinta: MULHERES.
Não preciso dizer mais nada.
Abraços e té más

Tá, eu prometi pra mim mesmo que nunca ia escrever nada sobre futebol, política ou religião, pra não criar polêmica e discussões diversas, mas... não resisti! Acabei sucumbindo ao meu lado debochado e postei.