Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Raging Bull



Todo mundo tem um passado.
Inglório ou não, acontece que temos que aceitá-lo.
Digerir ele.
Ou, em alguns casos, vangloriar-se.

Abraços e té más

Terça-feira, Outubro 06, 2009

Eterno Karma...



- Alô?

-Oi, sou eu. Lembra de mim?

Pronto. começou tudo de novo... Porque certas coisas na vida são tão complicadas?
Os matemáticos afirmam que é possível explicar tudo através de números e fórmulas. Eu discordo em dois casos - um deles, obviamente, é em relação às mulheres. Por certo que sim.
E então penso mais um pouco - coisa que raramente acontece, aliás - e percebo que é impossível entender o universo feminino. Grande e complicado demais para neurônios tão curtos e lerdos.

Abraços e té más

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

ah...



Depois de uns mil anos, assisto o "Fantástico", num incrível domingo pós-mil-sensações-a-toda hora, e me deparo com um quadro chamado "liga das mulheres".
Porra, puta que pariu! Um bando de neuróticas debatendo o que acontece, qual é o melhor caminho pra fazer isso e aquilo... vão se foder!!
Se existisse uma "liga dos homens" pra resolver os problemas da homarada, seria baseado em três pilares: porrada, trago e putaria (não necessariamente nessa ordem).
Simples assim.
Mulher complica demais. Demais. Sempre.
(mas nem todas. só as neuróticas que complicam. pensam demais. reclamam demais. e... enfim... são chatas pra caralho!)


Abraços e té más

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

Live to Ride



Sexta-feira!! Nada mais a dizer!

Abraços e té más

Quarta-feira, Setembro 09, 2009

nada como um dia após o outro



Amigo leitor, sou obrigado a concordar com duas pessoas sábias: Paulo Sant'Ana e o meu famigerado pai - homem sábio, que veio do interior e amadureceu às duras penas de uma cidade grande..
Concordo, cada vez mais, que, para um relacionamento funcionar de maneira eficaz, eficaz mesmo, é necessário cada um ter a sua casa - e dormir de conchinha depois de uma noite de sexo selvagem e exaustiva até os ossos seja uma opção, e não uma obrigação.
A sabedoria vem com o tempo e a maturidade, afinal.


Abraços e tá más

panelha velha é (muito) melhor que panela nova, afinal...




Puta merda, acabo de ver em algum site da internet que existem mulheres que já passaram dos 40 e batem um bolão!!
Marisa Tomei (44), Brooke Shields (44), Monica Bellucci(45), Elle Macpherson (45), Jennifer Aniston (40), Gina Gershon (47) - a delicinha da foto aí de cima!; Michelle Pfeiffer (51)... e por aí vai....
Aquela teoria que dizia sobre "o prazo de validade da mulher" - ou algo que o valha - definitivamente já era...
Arrasto um trem - muito! babo mesmo! - por todas essas aí que citei - e mais umas três ou quatro cujo nome não lembro, mas lembro da boca, dos ombros, dos olhos, do sorriso, das pernas, da sobrancelha... da.. da, da... abá, abé, abí... hã... tá, chega!!
Vou acabar pirando por causa dessas belezas todas.
Como diria o tio Cláudio: "chama o padre que eu quero casar!"

Abraços e té más

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Tranquilidade é mais que Felicidade




Amigo leitor, eu tenho uma teoria sobre felicidade. Não acho que "o importante é ser feliz"; acho até que é bem errado pensar assim - porque ninguém é feliz o tempo todo. Acho que o importante é ter uma vida tranquila, ser tranquilo (tal qual o significado de tranquilidade: na acepção do termo - individualmente falando).
Felicidade é um estado, um momento; como o oposto, que é a tristeza... quem é triste o tempo todo, é doente, é depressivo... quem é feliz o tempo todo também (porque um é o revés do outro, afinal).
Tentar "ser feliz" o tempo todo deve ser muito frustrante.... porque é uma coisa impossível... é como ficar rindo sem parar pelo resto da vida, ou ficar chorando sem parar.... É, enfim, um estado, um momento. Tem muita gente que confunde isso e projeta um "desejo de ser eternamente feliz".
Ira, raiva, tristeza e felicidade são sentimentos, momentâneos. Claro que, todo mundo quer "ser feliz" porque felicidade é o mais gostoso de sentir, mas é um sentimento passageiro como todos os outros.
Claro, escrevi isso pensando naquelas pessoas que perseguem a felicidade como se fosse aí a solução para todos os problemas, e confunde tudo - projetando, obviamente, para um "além" (muitas vezes inalcançável)a busca desse 'pote de felicidade', a realização do sonho de ser feliz, e aí acaba se frustrando...
Não vou entrar no mérito do conceito individual de felicidade, pois cada um tem a sua própria interpretação, seu conceito e etc. Mas é de se pensar sobre.
E então penso mais um pouco - o que raramente acontece, aliás - e percebo que o meu desejo é ser tranquilo. É muito melhor, mais saudável e mais equilibrado.
E tranquilidade mesmo, de verdade, é conseguir pagar as contas.

Abraços e té más

Quarta-feira, Agosto 19, 2009

A Pobreza Das Nações




Adam Smith dizia que a economia iria desenvolver-se de forma natural justamente por conta de certos fatores humanos: o egoísmo e a ganância - aquela coisa de querer melhorar sempre a sua própria condição.
Pois bem. Só que, no caso do Brasil, o tiro saiu pela culatra: as pessoas, justamente por pensarem somente em si, em como melhorar a sua própria condição (e apenas isso) - e por conta daquela premissa nacional institucionalizada de "levar vantagem em tudo", acabam não pensando no que pode ser feito para melhorar o país, as condições à sua volta, limitando-se, portanto, apenas ao "eu / meu".
Obviamente que uma visão curta dessas não faz perceber que, procurando melhorar as condições do seu país, automaticamente as próprias condições também serão elevadas, e mais: questões que nem estão no foco principal também seriam beneficiadas, por todos os lados. Ou seja, tudo seria "mais e melhor".
Pena que Adam Smith não explicou isso mais detalhadamente, para que os que não pensam pudessem entender também, como funciona toda essa engrenagem de forma positiva.
Abraços e té más

Quinta-feira, Março 19, 2009

Tudo é Relativo




Uma das dimensões - relativas - da crise pode ser adotada pelos seguintes parâmteros: Enquanto os executivos da AIG recebem bônus de US$: 1 milhão, crianças morrem de fome na África...
Que coisa.

Abraços e té más

Quarta-feira, Dezembro 03, 2008

Previsões...



Stiglitz prevê "futuro sombrio"

O economista Joseph Stiglitz, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2001, está pessimista com os rumos da economia mundial. Defende a criação de uma nova instituição para cuidar do sistema financeiro global e diz que os bancos centrais já perderam muito a capacidade e a eficácia para restaurar a economia e o crédito. Na melhor das hipóteses, se tudo for feito corretamente, a desaceleração da economia americana pode durar até 18 meses.
O problema é que Stiglitz acha que as coisas não estão sendo feitas corretamente, pelo menos nos Estados Unidos. Crítico ferrenho do governo Bush e do pacote de ajuda do governo americano, de US$ 700 bilhões, ele prevê que mesmo que o presidente eleito Barack Obama faça um governo "correto", a recuperação da economia americana não vai ser tão simples, após "anos de erros" na política econômica do presidente George W. Bush. O pacote de ajuda, diz o economista, vai contribuir para ajudar um sistema bancário "fracassado".
Stiglitz, que tem sido um dos conselheiros de Obama, afirma que os bancos centrais de vários países tem tentado prevenir um "desastre" ou um completo "derretimento" dos sistemas financeiros. O problema é que as autoridades monetárias já não conseguem mais estimular a economia, mesmo com pesados cortes de juros como ocorreram na semana passada, quando o Banco da Inglaterra reduziu o juro básico em 1,5 ponto percentual, para 3% ao ano. Foi o maior corte em uma única reunião desde 1981 e a segunda redução em menos de um mês. O Banco Central Europeu também baixou as taxas pela segunda vez na semana passada em menos de 30 dias.
O economista inglês John Maynard Keynes já previa este tipo de situação há 75 anos, lembra Stiglitz. Na época, Keynes argumentou que, em momentos de recessão e incerteza, a política monetária perde a eficácia para estimular a economia. Em resumo, ele dizia que, com os sucessivos cortes, os juros ficam tão baixos que os agentes econômicos só podem acreditar que as taxas não vão cair mais e só poderão subir no futuro. Por isso, resolvem aplicar seus recursos. Foi o cenário que marcou a economia japonesa nos anos 90, caracterizado por recessão e aumento da poupança e um cenário de juros reais negativos.
Para Stiglitz, a crise atual só serviu para confirmar anos de políticas econômicas equivocadas, que apenas contribuíram para minar a estabilidade das economias. Na avaliação do prêmio Nobel, o Federal Reserve (Fed, o banco central americanos) e seu ex-presidente Alan Greenspan "tiveram grande parte da responsabilidade" pelo que aconteceu no mundo.
Stiglitz veio ao Brasil ontem para fazer a palestra de abertura da ExpoManagement 2008, evento organizado pela HSM. No encontro, ele disse que a "tempestade está apenas começando", ao analisar o momento atual da economia. "O futuro é sombrio", concluiu. Em seguida, ele falou com jornalistas em uma disputada entrevista.
No final de semana, o G-20, que reúne os países mais industrializados do mundo e a União Européia, se encontrou em São Paulo e o Brasil apresentou a proposta para que os mercados emergentes tenham mais voz nas decisões globais no atual cenário. Para Stiglitz, o fato de que vai ocorrer em Washington no próximo final de semana uma reunião do G-20, e não do G-8 ou G-7 (que reúnem apenas os países desenvolvidos e a Rússia) já é sintomático. Segundo ele, no passado, países emergentes como o Brasil eram "convidados para almoçar com o G-7", mas "as decisões eram tomadas sempre antes do almoço", o que mostrava "total falta de vontade de ouvir os emergentes".
Para o economista, o mundo passa por um momento singular, onde boa parte da liquidez global está em países da Ásia e Oriente Médio, com pouca voz nos organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Stiglitz avalia que este é o momento dos emergentes aparecerem e reivindicarem maior espaço.
Ele defende a criação de uma nova instituição global para lidar com a crise, com representantes dos bancos centrais do mundo todo. O governo americano, ao contrário, defende o fortalecimento de instituições existentes, como o FMI, como argumentou anteontem o sub-secretário do Tesouro americano para assuntos internacionais, David H. McCormick logo após a reunião do G-20.


Abraços e té más

Quinta-feira, Setembro 18, 2008

Um Requinte e Um Recurso



Certa feita estava lá, divagando entre um chope e outro, e lembrando de Eráclito, que sustentava a hipótese de que nunca entramos duas vezes no mesmo rio: pois quando entramos no rio, o mesmo já tinha mudado - já passou. Ou até antes, pois quando entramos no rio, o mesmo já sai da forma original... ou seja, não entramos efetivamente naquele rio.
E então penso mais um pouco - o que raramente acontece, aliás - e percebo que podemos comparar as vicissitudes da vida com... não, não pode! Melhor não comparar nada. E deixar a livre poesia fluir...

Abraços e té más

Quarta-feira, Setembro 10, 2008

Serenata



Ando por aí
Pelas ruas, esquinas
Entrando nos bares
Nos mais variados olhares
Na delirante vontade

Não tenho pressa
Finjo que não interessa
Disfarço o acaso
Desvio o óbvio

Mantenho o tom
Saúdo o som
Peço mais uma
E saio de lado

Quando o teu sorriso
Finalmente encontra o meu
Mergulho com tudo
E te levo nos braços

Abarços e té más

eficientes e ineficientes


Acho que algumas coisas são questionáveis. Como, por exemplo, o fato de que, o que é a realidade de um pode ser a completa doideira do outro (ou vice-versa) - e aquela coisa de que tudo depende do ângulo que se vê pode ser totalmente verdadeira nesses casos. Ou não.

Abraços e té más

Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Saciando


esse pleno vazio
essa lacuna existente
não é calor, não é frio
mas uma coisa latente

um sentimento que arrebata
esse vazio que me consome
na verdade se trata
de um sentimento de fome


Abraços e té más

Terça-feira, Julho 08, 2008

desejo ardente, anseio desvairado


eu quero um amor
que acredite no amor
que faça o oposto ceder
que faça o amanhã aparecer

não queira mudar
não queira perder
mas, sim, somar
arder, crescer

um amor sincero e leve
daqueles que faz flutuar,
viajar.
sem aquele sentido fraco e breve
mas sim aquele que faz mergulhar,
embrenhar,
querer,
desejar,
e, enfim,
delirar.

eu quero
(tanto)
quero um sorriso sincero
um abraço apertado
e um brilho no olhar

quero uma mulher de verdade
sem frescuras, sem maldade
que saiba se entregar
sem clichê, sem alarde
que deseja delirar
incorporar
a inerente vontade

quero tudo
quero assim
bem perto de mim


Abraços e té más

Domingo, Junho 22, 2008

Deleite


não te peço nenhuma chance
não quero nenhum romance
apenas (te) contemplar, de relance
tuas formas, tua nuance

sentir teu abraço envolvente
tocar teu lábio sorridente
olhar teu jeito inocente
até brotar aquela vontade, inerente

vamos apenas curtir
deixar a coisa fluir
e, se o amor, então, surgir
fazer nada para impedir


Abraços e té más

Domingo, Junho 15, 2008

No Café


E então me lembro da primeira vez em que ela disse “eu te amo”. Foi como se o universo todo tivesse parado, e, logo em seguida, dado um grande suspiro..
Seus dedos tocavam, de leve, a minha mão, por sobre a mesa do bar. Sua postura conseguia ser disfarçada muito bem dentro daquele vestido que realçava os seus seios e deixava os ombros de fora – ahhh, que ombros. Sim, era verão, amigo leitor, e os seus cabelos soltos caíam, uns fios, pelo rosto – e ela nem se importava. Ela não se importava com nada de supérfluo naquele momento.
Naquele nosso momento.
Foi como se aquelas teorias todas de tempo e espaço e relatividade e sei lá mais o quê estivessem todas de férias, todas elas, deixando tudo absurdamente livre e à nossa mercê naquele momento.
A única coisa que importava realmente era o que os olhos dela me diziam, e, dentro daquele olhar, eu pude perceber tudo, tudo o que a voz doce e macia dela queriam me dizer – num maldito pleonasmo que confesso: foi maravilhoso de ver e ouvir.
Uma das melhores experiências que tive em toda a minha famigerada vida.
E então me lembro de momentos, de frases, idéias e sorrisos – e momentos de pura e simples contemplação. Antes e depois do sexo, do amor. Do amor.
Lembro de tudo isso e penso que... ah, melhor deixar pra lá.
Hoje é um maldito dia que não quero pensar mais um pouco – coisa que raramente acontece, aliás.
Não quero pensar. Apenas lembrar.

Abraços e té más

Terça-feira, Junho 10, 2008

Troquei meu Mercedes por um Fusca (e me dei bem)


Tenho um amigo que tinha um Porsche Boxter. Até aí tudo bem – tudo bem não, tudo ótimo (principalmente pra ele).
Fazia tempos que não conversávamos, e, essa semana, entre um chope e outro, ele me comentou que vendeu o famigerado Porsche. Eu pensei “ou se apertou de grana ou andou se incomodando demais por causa do carro...”
Não, amigo leitor, não era nem uma coisa e nem outra. Na verdade ele me disse que, quando o cara é dono de um Porsche Boxter, logo logo já quer ser dono de um Porsche 911, e, tão logo seja dono de um 911, depois vai querer ser dono de uma Ferrari; num ciclo vicioso e interminável de querer cada vez mais e mais e mais e mais – e acaba se tornando escravo disso.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro de um ditado budista que diz mais ou menos assim: “as coisas que você pensa possuir são as que possuem você”. Pois é.
Ele ainda comentou que comprou um outro carro (um Corolla usado, acho) e que, com a grana que sobrou fez viagens, comprou livros, roupas e etc – e inclusive pagou toda a nossa rodada de chopes, claro, que não sou bobo nem nada...
Esse meu amigo ainda me perguntou sobre onde investir boa parte do dinheiro que tinha sobrado - investir um pouco também é importante, afinal.. Minha resposta foi rir. Apenas rir. Antes que ficasse brabo comigo eu emendei: “com todo esse bom senso que tu tens acho que eu é quem deveria pedir conselhos pra ti...”
Que orgulho que eu tenho desses meus amigos.


Abraços e té más

Sábado, Junho 07, 2008

Amor Bandido


o meu amor
é um amor bandido
daqueles que só faz sentir dor

nas ruas escuras
nas esquinas sujas
eu quero, eu quero esquecer

o meu amor
é um amor bandido
daqueles que provoca calor

nas bocas estranhas
nas mais loucas entranhas
eu quero, eu quero esquecer

o meu amor
é um amor bandido
daqueles que deixa torpor

nos bares de então
perdendo a razão
eu quero, eu quero esquecer


Abraços e té más


Sexta-feira, Junho 06, 2008

ah...


Há quem diga que a insensatez é um cárcere.
Bem, pode até ser, realmente, e de certa forma.
Mas também pode ser algo libertador - se for usado como uma ferramenta, por exemplo...

Abraços e té más

Segunda-feira, Maio 26, 2008

Doce Viagem



a chama ainda arde
nas entranhas da cidade
luzes se misturam
pessoas se encontram

pego a estrada e sigo lentamente
até encontrar você, de repente

sinto o vento batendo
sinto saudade
de me embrenhar de novo
nas entranhas da cidade

pego a estrada e sigo lentamente
até encontrar você, de repente

cada curva uma lembrança
cada parada a esperança
te encontrar,
de novo
nas esquinas... da cidade

pego a estrada e sigo lentamente
até encontrar você, assim, de repente


Abraços e té más

Quarta-feira, Maio 21, 2008

Nem tanto. Nem pouco.


a mulher perfeita
não tem rosto nem idade
não tem corpo
não tem maldade.

tem, sim, uma forma,
uma forma de saudade.

tem toda aquela sensibilidade
tem um brilho no olhar.
uma coisa assim tão mágica
que desperta o tocar – o querer e o desejar.

ela é, assim, tão bela...
uma coisa meio triste,
e, ao mesmo tempo, dela.
só dela.


Abraços e té más


Quarta-feira, Maio 14, 2008

Bem Doce

me sinto teu
irracionalmente teu
e mergulho tanto nisso
que chego a perder o (pouco) juízo

me sinto assim
apaixonadamente assim
quero te sentir transbordando
sempre, mostrando, exalando

sou todo desejo e emoção
um sem conta da razão
e não peço perdão
apenas compreensão

queria saber da vida metade
tentar curar a insanidade
e rasgar essa louca vontade
de te sentir, de novo... saudade.


Abraços e té más


Terça-feira, Maio 13, 2008

Fraqueza


A cerveja que não bebi
Me fez viajar muito mais
Me fez sentir muito mais
A embriaguez da realidade
A distorção de uma verdade

Hoje não sinto mais falta
Eu queria apenas uma volta
Eu queria mostrar
Eu queria dizer
Que tudo, afinal, é diferente

Todo aquele frio que sinto, agora
Toda aquela vida lá fora
São marcas, são reflexos
De um passado muito distante

São, então todas elas, forças
Forças opostas, forças apenas
Forças sorrindo, forças brigando
Forças sentindo, forças chorando
Desnecessariamente
Forças inertes
Forças, apenas

São coisas da vida
Coisas da sorte, coisas da morte
Pedidos, desejos
Pensar em tudo (em nada) e beber uma cerveja
Uma cerveja que não bebi...



Abraços e té más


Domingo, Maio 11, 2008

Nunca diga nunca

Também nunca fui chegado a ninfetas. Prefiro as mulheres mais maduras, mulheres com opinião, que sabem o que estão fazendo e não têm vergonha do que fazem. Mas aquela menina...


Abraços e té más


Sexta-feira, Maio 09, 2008

O melhor dia dos últimos dias


Lá estava eu, parado, sentado dentro do carro, no estacionamento, chave na ignição, pensando pra onde ir, o que fazer. Pensei em passar num mercado qualquer e comprar um vinho (qualquer) e mergulhar nos meus pensamentos, sozinho, em casa, relembrando algumas coisas, elucidando outras, e, invariavelmente pensando nela.
Ela. Sempre ela, que insiste em invadir meus pensamentos e bagunçar tudo.
Me lembro então, daquele sorriso, que era capaz de conquistar o mundo, que era capaz de arrancar suspiros masculinos e olhares de inveja feminina, e que era capaz de amolecer o coração mais duro que existe. Assim.
Me lembro assim.
Me lembro dela, daquele olhar, daquela coisa doce e aquele brilho que me fazia viajar muito..
Lembro do cheiro dela,
um cheiro inebriante,
delirante.
E como gostava de me embrenhar naqueles cabelos que me deixava completamente sem noção de tempo e espaço, e todas aquelas outras coisas dela, que, enfim, me deixava louco.
Sei lá. Às vezes, eu confesso, é difícil de pensar e definir. Mas só às vezes, claro.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro de uma frase do Sêneca que cai como uma luva naqueles relacionamentos cujo desfecho é previsivelmente doloroso: “É mais fácil não começar do que terminar.”
"Não", pensei. Chega de ficar remoendo isso. Hora de sair desse ciclo vicioso.
Liguei para um amigo que está mais ou menos na mesma situação (ou situações, pois temos alguns - vários, muitos - pontos em comum) e ele me diz que está com uma menina e tal, naquela velha situação que o amigo leitor aí sabe bem como é.
"Mas vem, vamos tomar um chope, bater um papo".
Eu pensei que era melhor segurar vela do que ir pra casa. Qualquer coisa era melhor que ir pra casa naquela noite. Então fui.
Chegando lá, tão logo após cumprimentar o meu amigo e a "amiga" dele, vejo uns caras numa mesa lá no fundo, rindo muito e acenando com os braços: Meus amigos!! Minha turma!! Bem, pelo menos era parte dela. Nem pensei duas vezes e fui lá sentar com eles - melhor deixar o meu amigo em paz mesmo...
Tive, então, momentos extremos de boas risadas e lembranças de uma época em que tudo era festa e diversão, e os problemas eram tão diminutos e distantes que nem valia a pena se preocupar com isso. Ficamos horas conversando muito e lembrando histórias que, entre um chope e outro, renderam boas risadas. Ótimas risadas. Ótimos momentos.
Saí completamente do meu mundo todo cercado de tempos e espaços e viajei - sem escalas - nas minhas lembranças. Voltei pra casa flutuando. Leve. Feliz.
Com a certeza de que preciso trazer mais à tona essas boas lembranças, esses bons momentos da minha vida - e ampliar o campo de visão.
Que noite maravilhosa.
Quantas lições tirei de tudo isso.
Regozijante.

Abraços e té más



Quarta-feira, Maio 07, 2008

A vitória do amor sobre todas as coisas


Dizem que um homem só se conhece de verdade quando coloca à prova seus limites. Bem, eu posso dizer que já fiz algumas cagadas na vida, e que já acertei um punhado de vezes também – mas, afirmo categoricamente que, tudo o que fiz, foi movido pelo amor. O engraçado é se dar conta disso, assim, durante aquela xícara de café, em meio à pensamentos ociosos. Que coisa. Nunca imaginei que o amor fosse capaz de levar alguém tão longe – longe à ponto de testar os próprios limites, afinal.
E então penso mais um pouco – coisa que raramente acontece, aliás – e percebo que cada pessoa ama do seu próprio jeito. Mesmo as que mostram que isso não parece – ou então de uma forma distorcida. Pode ser que seja apenas uma questão de interpretação.
Como aquela vez, aquela sublime vez em que ela me olhou nos olhos e disse que... bom, melhor deixar pra lá, certas coisas não devem ser reduzidas à palavras, definições.

Abraços e té más


Segunda-feira, Abril 14, 2008

factotum


Factotum Sem Destino
(Factotum)
Estados Unidos
2006
Gênero: Drama
Direção:
Bent Hamer
Elenco:
Matt Dillon, Lili Taylor
Duração:
89 Minutos

Site Oficial:
http://www.factotummovie.com/site.html

Sinopse:
Baseado no livro de Charles Bukowski, "Factotum" é a história de um homem vivendo no limite, de um escritor que está disposto a arriscar tudo para se certificar que sua vida é poesia. Henry Chinaski trabalha em fábricas e armazéns para dar suporte ao que realmente gosta de fazer: beber, apostar nos cavalos, dar em cima de mulheres tão baixas quanto ele e, acima de tudo, escrever histórias que ninguém quer publicar.


factotum - trailer

factotum - drunk scene

E então, amigo leitor, me lembro de quando assisti esse filme. O final é sensacionalmente sublime:


“if you're going to try,
go all the way.
otherwise don't even start.
this could mean losing girlfriends,
wives,
relatives,
jobs.
and maybe your mind.
it could mean not eating for three or four days.
it could mean freezing on a park bench.
it could mean jail.
it could mean derision.
it could mean mockery,
isolation.
isolation is the gift.
all the others are a test of your endurance,
of how much you really want to do it.
and you'll do it,
despite rejection in the worst odds.
and it will be better than anything else you can imagine.
if you're going to try,
go all the way.
there is no other feeling like that.
you will be alone with the gods.
and the nights will flame with fire.
you will ride life straight to perfect laughter.
it's the only good fight there is.”

CHARLES BUKOWSKI



Abraços e té más

Domingo, Fevereiro 03, 2008

Como Assim???


Outro dia ouvi uma amiga comentando, numa mesa de bar: "precisamos ir num lugar para conhecer homens.."
Como assim 'ir num lugar'? Estamos por toda parte!
E então penso mais um pouco - o que raramente acontece, aliás - e lembro da teoria de um amigo, sobre como homem brota de tudo que é lado, fresta... do chão até:
Faça uma festa, com churrasco, música e cerveja gelada. Convide 100 mulheres, e aparecerão umas 20, talvez 25. E convide 2 homens. Aparecerão uns 300.
Bem assim.

Abraços e té más


Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

Lé Balancê

Final de ano é foda, todo mundo tem aquela mania de fazer o balanço anual. Nunca tinha feito isso – não por rebeldia, não por falta de tempo, não por nada, mas porque sempre fiz isso na época do meu aniversário, que achava mais adequado; então, achava completamente dispensável esse balanço de final de ano.
Pois bem.
Posso dizer que, apesar dos percalços (que sempre existem, por certo, e esse ano foram vários, muitos), esse ano foi interessante. Extingui algumas coisas, acabei com alguns hábitos – e percebi que estou criando outros, que começaram como embriões... mas já posso perceber as suas formas.
Me apaixonei duas vezes, tive calafrios profissionais, altos e baixos de tudo que é lado, decepções com algumas pessoas, redescobertas com outras; tive também conquistas maravilhosas, dei risada pra caralho com amigos que há muito não via, torci pra cacete pelo meu time – que acabou não conquistando nada, e trilhei caminhos que sequer imaginei.... e, bem... por aí vai: a vida fez questão de mostrar, ensinar.
Acho, sinceramente, que foi um ano muito bom. Principalmente no que tange ao aprendizado. Taí, seria essa a palavra que iria usar, caso me perguntassem, entre um chope e outro, como eu iria definir esse famigerado ano que passou: Aprendizado (com “A” maiúsculo mesmo).
Espero, amigo leitor, que o próximo seja realmente uma montanha de emoções, e que não sejam baratas e tampouco descartáveis – porque, afinal, nunca o são; e que possamos aprender com tudo. Sempre.
Pra mim e pra você, querido leitor.
Que Venga 2008!!

Abraços e té más

Terça-feira, Dezembro 11, 2007

As Malditas Também Bebem


Mulheres.
A mulher, quando quer dominar um homem, sempre finge fazer o jogo dele. E, por mais idiota que isso possa (escancaradamente) parecer, nós sempre caímos nessa. Todas as vezes.
Irônico.
As mulheres dominam o jogo. Dão as cartas. E dão as cartas sabendo exatamente que cartas dar.

Abraços e té más

Quinta-feira, Novembro 22, 2007

Verdades Cruas


Homem é cagão e acomodado mesmo, no que tange à relacionamentos. Outro dia li que 80% das separações litigiosas aqui no Brasil são iniciativas das mulheres.
E então penso mais um pouco - o que raramente acontece, aliás - e me lembro daqueles conselhos dos psicólogos que propõem que o caminho a ser trilhado seja mais ou menos assim: primeiro devemos cuidar de uma planta, depois de um animal de estimação, e só então depois sim, partir para um relacionamento - como que uma escala evolutiva e preparatória.
Pois bem.
Meu cactus morreu.
Só que não era um cactus comum.... era um cactus de plástico!
Definitivamente, eu ainda tenho muito a evoluir...

Abraços e té más

Quarta-feira, Novembro 21, 2007

Devaneios Noturnos


Tenho o costume de ficar observando as pessoas. Eu gosto. Adoro observar as pessoas e percebê-las – só que eventualmente me vejo em situações embaraçosas, pois de vez em quando alguma mulher acha que estou flertando com ela (ou tentando flertar), e claro que aí a graça toda da coisa se perde, pois a naturalidade dos movimentos evapora, dando lugar à movimentos friamente calculados (como diria o Chapolim); de uma precisão cirúrgica até. Sim, amiguinhos, a arte da sedução também tem dessas coisas estratégicas.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás - e percebo que tem coisas que realmente não entendo. As mulheres que saem à noite, nos barzinhos / boates da vida e ficam o tempo todo de cara fechada, ou olhando com “cara de nojo” pra todo mundo. Acabam voltando pra casa sozinhas, sempre.
Pô, eu sei que se arrumar pra sair na noite dá um trabalhão pra mulherada... então, porque se dar todo esse trabalho pra ‘nada’?
Não que seja obrigação conhecer ou conversar com alguém, mas, um dos objetivos de sair na noite não é exatamente esse?
Que fiquem em casa essas mulheres com cara de cu – e dêem lugar praquela outra ali, ó, que está abrindo o maior sorrisão...

Abraços e té más

Quinta-feira, Outubro 18, 2007

Bizarrices


Sempre achei muito estranho aqueles anúncios sobre a venda de computadores que diz assim: "suporte online"...
Pô, se a máquina der pau - e necessitar de suporte - como vou acessar a internet pra consertar?
Bizarro isso.

Abraços e té más

Domingo, Outubro 07, 2007

Joselitos


Muitos paranóicos e neuróticos são assim, paranóicos e neuróticos, por pura falta de noção. Acho que muitas pessoas se perdem na jogada justamente por isso: falta de noção.
Pena. Algumas coisas seriam tããão mais fáceis...

Abraços e té más

Quinta-feira, Setembro 27, 2007

Cagão

Dizem que um dos grandes problemas da humanidade é o medo de falar em público – esse medo supera, segundo as estatísticas, até o medo da morte.
Quer dizer então que, num funeral, pra muita gente é preferível estar dentro do caixão do que fazer o discurso?

Abraços e té más

Sexta-feira, Setembro 21, 2007

As 7 Caras do Dr. Lao

Tenho um sonho que se repete. Há anos. Bem, quer dizer, ele não se repete assim, igual, todas as vezes – mas a temática sempre é a mesma. Variações sobre o mesmo tema, portanto.
A freqüência não é precisa, exata, mas acho que uma vez por mês (ou a cada dois meses, não sei direito) eu sonho com isso. Que coisa.
E então me lembro que Freud dizia que os sonhos são manifestações de desejos reprimidos (ou até, quem sabe, algum medo... reprimido também), e percebo que o meu sonho pode muito bem ser a manifestação de um desejo; se bem que, no meu caso, isso não é nada reprimido – muito pelo contrário até.
O interessante é a variação, que é deveras reveladora. Sempre.
Vou confessar para o amigo leitor aí que acho que me apeguei à esse sonho, pois gosto de sonhar isso. Gosto desse sonho que se repete, numa freqüência não muito seguida, mas também não tão distante o suficiente pra se fazer esquecer.
Tranqüilo: nem demais e nem de menos, mas na medida exata. Como tudo deveria ser.

Abraços e té más


Quinta-feira, Setembro 20, 2007

Unanimidade Burra

Existem pessoas (eu conheço algumas) que volta e meia falam assim: “ninguém me tira da cabeça que isso-e-aquilo e blá-blá-blá....” Pois bem.
Acho isso um dos maiores atestados de burrice que pode existir.
Uma coisa é desconfiar, considerar a possibilidade; outra é ter certeza absoluta sem o devido conhecimento dos fatos.
Parece óbvio, não? Parece claro, não? Não. Para algumas pessoas, as coisas realmente funcionam assim: de acordo com a – própria – estupidez. Tem gente que pensa assim.


Abraços e té más

Quarta-feira, Setembro 19, 2007

Brisa... de leve


Me lembro dela.
Paro aquele instante, aquele lapso de segundo que, dentro das minhas memórias tornam-se horas e mais horas de lembranças gostosas. Assim.
Lembro do sorriso lindo que ela tinha. Lembro que às vezes eu pensava que ela seria capaz de conquistar o mundo com aquele sorriso – e ela parecia não perceber, ou nem ligar pra isso.
E então sinto uma brisa gostosa e leve bater o meu rosto, como se fosse um saudoso beijo. Um beijo de saudades.


Abraços e té más

Quarta-feira, Setembro 05, 2007

Matrix


Até que ponto a loucura de uma pessoa pode dominar - e distorcer - toda a realidade (se é que ela "existe" realmente, neste caso) ?

Abraços e té más

Sexta-feira, Agosto 24, 2007

Aqueles... Justamente aqueles

Aqueles problemas com os quais passamos a vida nos preocupando provavelmente nunca irão efetivamente acontecer; já aqueles que surgem inesperadamente, numa tarde ociosa qualquer...

Abraços e té más

Quinta-feira, Agosto 23, 2007

Questão de escolha (eu acho)

Há os que querem uma mulher que saiba arrumar a cama de forma impecavelmente bem.
Eu já prefiro aquelas que desarrumam tudo - da melhor forma possível.

Abraços e té más

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

"só princesa"


Outro dia um amigo meu estava confessando – entre um chope e outro – que resolveu sair com uma menina que conhecera na internet. Disse ele que foi a maior roubada. Que não aguentou e inventou uma desculpa e saiu correndo...
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que sair com alguém que você conhece pela internet é mais ou menos como apostar na megasena acumulada: tu sabe que não vai ser “O” sortudo, mas mesmo assim tu arrisca...
Vai que dá certo.....


Abraços e té más

Terça-feira, Agosto 21, 2007

Recomendo



Alguém aí já assistiu o filme "Crash"? Filmaço.


Abraços e té más

Quarta-feira, Agosto 15, 2007

Padronização


“Ah, eu quero aquele que custa 21, por favor.”
Malditos fast-foods padronizados dos infernos. Nada como uma boa comida caseira, feitinha na hora. Ô delícia.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece aliás – e percebo que (quase) tudo, ultimamente, está se tornando padronizado. Inclusive os relacionamentos.
Que coisa.

Abraços e té más

Terça-feira, Agosto 14, 2007

Seletivo

Acho estranho alguns tipos de comentários que as pessoas fazem, como por exemplo, quando estamos tristes e alguém fala: “não fique triste...”; ou quando estamos sofrendo: “não fique assim...”; ou ainda quando estamos chorando, alguém diz: “não chore...”.
Como se fosse apenas apertar um botão atrás da orelha e plim! O nosso humor muda como que imediatamente. Mágico.
Mas ainda acho pior aqueles no estilo “eu avisei / eu não disse??”
Descartáveis. Todos eles.


Abraços e té más


Segunda-feira, Agosto 13, 2007

Desconstruindo

Tenho uma amiga que muda o cabelo quase toda semana; seja no corte, na cor, no penteado... Tá, foi exagero, vá lá, toda semana também não, mas é muito seguido (tenho amigos que tomam banho numa freqüência beeeem menor, por exemplo); e, como nos encontramos de vez em quando pra tomar uns chopes e bater papo, cada vez que a vejo tenho a impressão que estou encontrando uma nova amiga. Mas essa impressão dura apenas trinta segundos.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que a ânsia de mudar por dentro pode refletir numa obsessão de querer mudar por fora. Sei de casos em que a mudança externa é um reflexo da mudança interna, mas ninguém muda tanto e tão rapidamente assim.
Pelo menos eu acho que não.

Abraços e té más

Quarta-feira, Agosto 08, 2007

Elementar, meu caro


Li outro dia na internet a seguinte manchete: "Homem mais rico do mundo não usa computador".
Isso quer dizer que nem eu e nem você, amigo leitor, por acaso ocupamos aquela famigerada primeira posição - e no meu caso nem a segunda, terceira, quarta....

Abraços e té más

Sexta-feira, Agosto 03, 2007

É o fim...


Li hoje de manhã cedo (tá, não era tão cedo assim) uma notícia preocupante:

"Sol engolirá a Terra em um bilhão de anos, dizem astrônomos"

Que coisa. Leio também que um puteiro em São Paulo será fechado por crime de lenocínio (prostituição).

E então penso mais um pouco - o que raramente acontece, aliás - e percebo que prostituição deve ser o pior crime de todos, pois com tanta coisa podre aparecendo, tantos crimes espocando (quase) todos os dias e (quase) ninguém fazendo (quase) nada; com tudo isso, a prostituição tem uma ação quase que imediata quando detectada. Que coisa.
Acho que é mesmo mais fácil o Sol engolir a Terra do que alguma punição mais séria acontecer.
Pelo menos é o que parece.

Que desprazer.

Abraços e té más

Domingo, Julho 29, 2007

Procura-se

Entro no bar e pergunto ao barman enquanto afrouxo a gravata e ele me serve uma taça de vinho...

"Será que existem mulheres interessantes aqui?"

Abraços e té más

Sexta-feira, Julho 20, 2007

Escreveu não leu...

Outro dia fiquei sabendo de uma "lei" que diz mais ou menos o seguinte: O cônjuge que não cumprir com as tarefas - ou 'obrigações', no caso de alguns - sexuais como de costume, terá que pagar uma indenização à parte prejudicada. Assim.
Bom, eu já vi pagar pra comer... Agora, pagar pra "não comer" é a primeira vez.
Que mundo bizarro esse.

Abraços e té más

Quarta-feira, Julho 18, 2007

Carpe Diem

Essa tragédia com o avião da TAM me fez pensar algumas coisas - muitas, na verdade. Como por exemplo, o fato de que a vida pode evaporar de uma hora pra outra. Tá, é piegas, eu sei, mas fiquei imaginando como tudo pode acabar assim, num estalar de dedos.
Não vou entrar no mérito (óbvio) que um acidente dessa magnitude é apenas reflexo de que alguma coisa não vai nada bem, e que estão tentando varrer a sujeira pra debaixo do tapete - ou tapando o sol com a peneira, como queiram. Já li algumas coisas interessantes sobre isso - críticas, opiniões, sugestões...
E então penso mais um pouco - o que raramente acontece, aliás - e lembro dos preceitos do budismo sobre as questões de desapego e impermanência de tudo, e percebo que temos mesmo, que aproveitar a vida (principalmente as pessoas) na sua plenitude.
Um dia acaba.

Abraços e té más

Terça-feira, Junho 26, 2007

"ah, eu já sabia !!"

Sim, amigo leitor, vou falar sobre futebol. Mas não é nada disso que o amigo leitor aí está pensando. O que eu quero comentar é outra coisa, mas para isso preciso situar o amigo leitor aí no contexto todo da coisa.
Lá vai:
Há uns dias (mais precisamente uma quarta-feira), eu e uns amigos combinamos de nos encontrarmos no famigerado bar de sempre, para assistir o jogo do Grêmio. Até aí tudo bem. Como o bar é deveras movimentado, o som da tv é quase imperceptível em dia de jogo (pra não dizer totalmente), então eu e a minha amiga – amigona mesmo – começamos a escutar o jogo pelo rádio, com fones daqueles do tipo que é só o fone auricular - então era fácil de “dividir” um fio pra cada lado da orelha de cada um (é, esse fone mesmo que o amigo leitor imaginou).
Agora sim, tudo nos conformes: som e imagem funcionando quase perfeitamente, se não fosse um famigerado detalhe: a tv tinha um delay de imagem de uns 10... 15... talvez 12 segundos; ou seja, muito antes da jogada acontecer na tv já estávamos sabendo do resultado.
E então vou comentar que obviamente ela é uma peste criativa e bem humorada como eu, e, sem combinarmos nada, logo estávamos escutando o jogo no rádio e fazendo caretas, parando de respirar e arregalando os olhos justamente quando o lance na tv mal tinha começado (e no rádio tinha acabado), pra “irritação” dos outros amigos todos que estavam sentados juntos – e mais alguns vizinhos de mesa também... Eles, os outros, os nossos amigos, não conseguiam mais assistir o jogo tranqüilamente, por conta das várias cenas recheadas de caras e bocas, dignas de palco, a cada lance de ataque ou defesa que rolava no jogo. Muito divertido isso.... (pena que os outros que estavam na mesa não acharam tanta graça assim, e, como eles estavam em maioria absurda, resolvemos não continuar a mesma façanha teatral no segundo tempo do jogo).

Pra quem quiser conhecer a figura, é só clicar no link aqui de baixo:

Renata Peste

O resultado do jogo? Ah, isso não importa. O que importa é que eu já sabia. Antes de todo mundo.


Abraços e té más

Domingo, Junho 24, 2007

O 4º Estado da Água


Fico pensando naquelas pessoas que chamam as outras com o apelido carinhoso de "chuchu". Pô, chuchu é como água, só que com menos importância no grau de sobrevivência. Chuchu é uma coisa sem gosto, sem graça, sem emoção e sem grandes utilidades.
Aí, aquelas pessoas que chamam as outras de "chuchu" estão, na verdade, xingando 'carinhosamente'. Que coisa.
Um tiro que sai pela culatra.

Abraços e té más

Sexta-feira, Junho 22, 2007

Ela... Mais Uma Vez...

Ela. Mais uma vez. Sei que é inútil tentar desviar, e então acabo sucumbindo aos encantos dela. Mergulho de corpo e alma (principalmente) e me entrego aos prazeres tantos que ela pode me proporcionar.
Ela. Ela me desperta, ma aviva a alma, e me arremessa à um êxtase sempre – e cada vez – novo. Inebriante.
E então me despeço do amigo leitor aí, e vou lá, agora, dedicar toda a atenção que ela exige (e merece): a maravilhosa taça de vinho.

Abraços e té más


Terça-feira, Junho 12, 2007

Seleção Prévia


A data de hoje (é uma data comercial, eu sei) me faz pensar algumas coisas, como por exemplo o fato de que, um casal, para ter alguma - boa - chance de dar certo, tem que combinar em alguns pontos, como por exemplo gostar das mesmas músicas - ou mesmos estilos (com uma boa dose de flexibilidade, claro); ter o senso de humor parecido; e, claro, ter aquela coisa de beijo, química, pele.... Senão, o fracasso é quase certo.
E, mesmo assim, mesmo com tudo isso, às vezes é bem complicado...

Abraços e té más

Domingo, Junho 10, 2007

Coisa (bem) boa...


Inverno. Época de frio (óbvio), chuva e pensamentos gordos.
E então me vejo aqui, na frente do computador bolando receitas de sanduíches quentes, pratos interessantes com massas, carnes e molhos diversos pra pesar beeeeeem no estômago... Que coisa.

Abraços e té más

Segunda-feira, Junho 04, 2007

Scar Tissue

Todo mundo tem um passado. Uma história. Altos e baixos e toda aquela coisa sobre vitórias, derrotas, erros e acertos. Pois bem.
Acabo de descobrir hoje mesmo, num sebo, a famigerada biografia aí de cima. Ainda não terminei o livro - na verdade eu mal comecei a ler - portanto não posso falar muito. Mas, pelo pouco que já li, uma coisa eu posso antecipar: é do caralho!!

Abraços e té más


PS: uma coisa que apimentou a minha empolgação foi conseguir um exemplar novinho pelo preço de usado.... (e já ouvi falar que é bem difícil de encontrar esse livro)

Domingo, Junho 03, 2007

Pilares Pétreos

Outro dia estava conversando com um amigo meu, no intervalo do jogo do Grêmio – sim, só no intervalo e apenas no intervalo; pois os sagrados minutos em que a bola está rolando toda redondinha no gramado exigem concentração. Muita.
E, bem... conversa vai, conversa vem, chope entra, verdade sai, e, lá pelas tantas estávamos debatendo sobre essa coisa toda da cultura consumista, que transforma os homens em escravos de si mesmos.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro de um exercício bem interessante que resolvi comentar com o amigo leitor aí: vá ao melhor supermercado da cidade, pegue um carrinho e coloque as coisas mais caras das prateleiras, aquelas que são alvo do desejo de todo sujeito consumista – é, essas mesmas...
Depois, com o carrinho beeeeem abarrotado dessas coisas todas, pare; olhe bem pra tudo aquilo e pergunte a si mesmo:
“ Eu realmente preciso de tudo isso para ser feliz ? ”
Pois é.
Desapego. Um dos pilares do budismo. Um dos pilares da vida. Essencial, eu diria.

Abraços e té más


Então tá

Era uma vez uma borracha que







































e depois apagou tudo que o lápis escreveu.

Abraços e té más

Domingo, Maio 27, 2007

Relatividades

Eu demorei (quase) trinta anos pra perceber uma coisa.... E, pensando nisso agora, confesso que acho que estou num lucro tremendo...

Abraços e té más

Segunda-feira, Maio 21, 2007

O tempo de cada um


Certa feita lá estavávamos nós, todos reunidos e batendo papo após alguns chopes, conhecendo o terreno que um amigo comprou, e que, dentro de alguns anos, será o seu porto seguro, a concretização do seu sonho de refúgio, afinal...
E então me vejo ali, contemplando aquela vista magnífica e lembrando que, no país dos kalamas, as pessoas aprendem que os problemas, na nossa vida, duram o tempo e a medida necessária para se aprender com eles - nunca mais do que isso.
Nem mais. Nem menos. Sempre no caminho do meio - que é o ideal.

Abraços e té más

Sexta-feira, Maio 11, 2007

Hoje eu queria ter uma máquina do tempo


Amigo leitor, hoje vou confessar. Hoje vou confessar de verdade.
O negócio é o seguinte:
Tive, hoje, momentos agradáveis – muito agradáveis, por sinal – de bate-papo com um velho amigo, um amigão mesmo, dos tempos da infância... E foi muito bom saber que ele está bem. Está feliz. Reencontar uma amizade de infância é sempre muito regozijante – ainda mais sabendo que as pessoas que tanto gostamos estão no caminho da sua própria felicidade. Pois é.
E então me vejo aqui, fuçando no orkut e lendo a página do meu amigo, numa tentativa de saber um pouco mais do que se passou no famigerado processo de maturidade que todos somos obrigados à sucumbir com o passar dos anos. Me deparo - então - com um depoimento de um outro amigo: de infância também, amigão também; e, confesso que lendo isso, meus olhos ficaram como se eles tivessem aquela camada de vidro.... emocionados... pois são dois amigos do peito, de infância, e que, tenho a mais absoluta certeza, levarei para o resto da vida como uma lembrança gostosa de um tempo que (muito provavelmente) foram os melhores anos da minha vida – e se eu começar a mexer no velho baú das minhas memórias, e decidir contar as coisas que aprontamos, certamente esse post iria se tornar um livro por deveras volumoso e pesado...
Eis o depoimento:

“Olha amigão, depois de muito tempo sem se ver pra mim vc me pareceu o mesmo! Dizem q com o passar dos dias corremos o risco de o tempo remodelar nosso caráter. Acho q ñ aconteceu isso com vc. Te senti o mesmo amigo e companheiro de antigamente. Na maioria das lembranças na social do olímpico nos jogos do Grêmio esta vc. Onde ironicamente nos encontramos ano passado! Tu lembra quando fomos assistir o filme da Xuxa? Dois marmanjos no meio das crianças!! Q viadagem! Lembra quando eu chamei o Jair Soares de Ladrão e ele pensou q foi tu? AHAH!! Pois é meu velho..essas lembranças e muitas outras ñ tem preço. Isso me faz crer q amigos de verdade ñ são só aqueles q visualizamos fisicamente todos os dias. São também aqueles que levamos no coração embalados por lembranças prazerosas q nem o tempo apaga. Pois é Guto..se ñ fosse por vc ser o mesmo de antes ñ estaríamos relembrando tantas coisas boas! Obrigado por isso! Grande abraço!!

Eu é que agradeço à vocês dois, seus putos, por tudo isso!!

Abraços e té más

Quarta-feira, Maio 09, 2007

Skavurska! Spassiba!

Acho que uma das coisas mais chatas do mundo é enfrentar o famigerado serviço SAC das empresas. Haja “SAC” pra ‘estar aguentando’ aquele gerundismo todo, recheado com uma voz anasalada no fundo do mar – sem contar o tempão que ficam ‘cozinhando’ a gente no telefone... Deve ser estratégia pra ganhar no cansaço, ou então fazer o cara desistir de raiva. Só pode. Sei lá. Sei que isso é muito chato mesmo...
Falando em chato, outra coisa que enche o saco é quando aqueles estudantes de direito resolvem incorporar o advogado o tempo todo, dentro e fora da sala de aula (ou Foro): sempre querem ter razão em qualquer assunto, contra-argumentam tudo o que se fala na mesa do bar e tem um palpite na ponta da língua pra dar sobre qualquer coisa. Eu acho engraçado – e confesso que às vezes discordo de propósito, ou então sou a favor e depois contra (ou vice-versa), só pra dar umas risadas... Tá, é maldade, eu sei, mas não resisto... Preciso estar parando com esse sarcasmo, senão, daqui a pouco o chato serei eu...

Abraços e té más


Quinta-feira, Maio 03, 2007

dois lados, a mesma moeda


Já ouvi dizer que Nelson Rodrigues era corno, mal amado, tarado, pervertido e sei lá mais o quê... Incompreendido, na verdade. Pois ele era genial – a impressão que passa é que, ele conseguia captar um único fragmento de pensamento, num único e esporádico lapso de momento, e transformava, com juros compostos, tudo isso numa brilhante (e dissecante) história – ou conto – da alma brasileira.

Abraços e té más

Quarta-feira, Maio 02, 2007

Darth Vader do bem?

Outro dia, ouvi alguma coisa sobre o cometário do ator Tobey Maguire, na premiere do filme "Homem Aranha 3" (no Japão, se não me engano), no qual dizia que o filme era interessante porque mostra a dualidade (e o eterno conflito) do bem e do mal de forma misturada; e dizia que, no filme, assim como na vida, ambas andam juntas – na maioria das vezes – e não existe aquela coisa totalmente definida de “mocinho do bem” e “tiozinho do mal”.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que todo mundo tem um lado negro, que eventualmente emerge. Tudo bem que a essência não muda, mas pode sofrer alterações – mesmo que temporárias.
Todo mundo tem o bem e o mal dentro de si, por certo.
Resta saber a hora certa de usar cada um.

Abraços e té más

PS: nem ia assistir esse filme, mas agora confesso que fiquei curioso...

Terça-feira, Abril 24, 2007

O Aniversário da Desgraça


Abril é um mês maldito para mim. Foi em abril que quase perdi a vida em um terrível acidente de carro. Foi em abril que conheci uma mulher que só me deu incomodações e cabelos brancos ao longo do namoro. Foi em abril que sofri o maior baque financeiro de todos os tempos, indo parar nas mãos de pessoas que não gostaria de dividir nem a mesma calçada (bancarrota total - e quase definitiva). Foi em abril que sofri com o fim de um namoro que tinha tudo para dar “eternamente” certo. E por aí vai... Diversas chateações e dores de cabeça. Sempre em abril. Maldito mês.
Claro que tudo isso que o amigo leitor acabou de ler não aconteceu em um único abril, por certo – foram vários. Foram todos.
E, bem, como de praxe, esse ano não poderia ser diferente. Aliás, vou corrigir isso: esse ano não... esse abril. Sofri, sim, alguns desgostos que não gostaria – ou não deveria.
Com certeza nunca vou assinar um contrato, fazer uma cirurgia, me casar ou montar um negócio no mês de abril. Se bem que, pensando bem, o ideal seria ganhar uma mega-sena acumulada no mês de abril, pra ‘compensar’ isso tudo.
Ainda bem que abril está quase no fim. Ou não.

Abraços e té más

Segunda-feira, Abril 23, 2007

Satisfação Garantida


Acredito que qualquer tipo de relação - ou relacionamento - funciona mais ou menos como um investimento financeiro: tem que ter algum retorno positivo (emocionalmente falando, que fique bem claro), algum acréscimo; pois, senão, torna-se sem graça e superficial - quando não prejudicial...


Abraços e té más

Quarta-feira, Abril 18, 2007

Olha o passarinhooo!!


Tenho calafrios quando chego em algum bar pra encontrar os amigos e vejo uma máquina fotográfica digital em cima da mesa. Um saco essas pragas. Todo mundo tem uma maldita câmera digital hoje em dia – e acha que toda hora é hora de tirar fotos de meio mundo, achando também que meio mundo está com muita, mas muita vontade de ser fotografado.
Pô, eu só quero sentar, bater um papo e tomar a minha cerveja tranquilamente, sem ter que forçar sorrisos, ficar com a coluna ereta e posando a cada trinta segundos para registrar esse “momento único”.
Invasão total. Uma falta de educação sem tamanho.

Abraços e té más


Terça-feira, Abril 17, 2007

Old Habbits Die Hard...


Certa feita me disseram que o maior problema ao andar de moto, em relação à segurança, se dá quando perdemos o medo.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que certos ciclos na vida são mesmo viciosos, e que a tendência é aquela eterna continuidade desses padrões todos, caso não se faça nada para identificar e mudar todos eles - bem, alguns pelo menos, os mais importantes, vá lá.
Coincidentemente logo depois de escrever as linhas aqui de cima, ligo o famigerado rádio e escuto a notícia sobre aquele tiroteio numa universidade dos EUA (sempre lá, que coisa), em que um aluno matou um catatau de gente em pleno campus; e, imagino então que os ciclos viciosos não se limitam apenas ao aspecto psicológico de cada um, mas também pode ser extensivo à um país inteiro – quiçá aplicável também ao mercado, aos biquínis de lacinho, e por aí vai....
Acredito, sem muito pensar, que o ideal seria ir no ponto nevrálgico da coisa, porque, senão, o ciclo irá se repetir e repetir e repetir e repetir...
Com certeza que sim.

Abraços e té más


Sexta-feira, Abril 06, 2007

É Bão


Acabo de ler, numa revista da semana passada que caiu "sem querer" nas minhas mãos, uma reportagem sobre o número cada vez maior de casais que estão escolhendo dormir em quartos separados - na mesma casa. O argumento é que cada um tem a intimidade que quer, que pode ter as suas manias e tal; e ainda que, no final das contas, seria como se fosse uma evolução do famigerado convívio à dois. Pois é.
E então penso mais um pouco - o que raramente acontece, aliás - e me lembro que sempre escutei duas pessoas afirmarem que o casamento ideal seria com cada qual morando na sua casa: meu pai e o Paulo Sant'Ana.
Não sei do amigo leitor aí, mas eu acho que uma das melhores coisas do mundo é dormir de conchinha (principalmente "depois")... Pois é.
Cada um , cada qual, afinal.

Abraços e té más

Sábado, Março 31, 2007

Questão de Lógica


No inferno é frio, afinal. Muito frio, pelo jeito.
O que faz sentido: se fosse quente, as pessoas iriam andar com pouca roupa – ou sem nada até – estimulando a libido e efervescendo os hormônios e tal... Não preciso nem comentar com o amigo leitor o desfecho disso tudo, né?
Aí não seria mais inferno. Seria o paraíso.

Abraços e té más


Sexta-feira, Março 30, 2007

O Mal do Século

Existe um conto budista que é mais ou menos assim:
Certa feita, uma senhora foi encontrar buda (provavelmente no país dos kalamas) para pedir ajuda (ou conselho), sobre o filho diabético, que, embora nessa condição de diabético, não conseguia ficar sem comer doces. A mãe dele estava desesperada. Buda então disse:

- Volte daqui um mês.

Buda então ficou um mês inteiro sem comer doces, para saber e sentir como o rapaz se sentia, à respeito dos doces. Buda pensou que, colocando-se no lugar dele (o princípio da compaixão no budismo) iria obter melhores condições de ajudar o comedor de doces, e livrá-lo do sofrimento (outro pilar do budismo).
O amigo leitor aí sabe que, quando sentimos as coisas, experimentamos e – principalmente – vivenciamos, é que podemos dar algum conselho de forma mais madura e benéfica.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro daquela declaração do Papa, sobre o segundo casamento ser uma praga e tal, e percebo que ele falou isso porque nunca foi casado. Pois se ele já tivesse experimentado, certamente diria que não só o segundo casamento é uma praga, mas também o primeiro, o terceiro, o quarto, o quinto....

Abraços e té más


Quinta-feira, Março 29, 2007

Match Point


Sempre arrastei um trem inteiro pela Brooke Shields. Babava muito por ela. Achava que ela era a mulher perfeita - até o dia em que ela se casou com o tenista Andre Agassi.
Não, amigo leitor, não deixei de admirar a beleza da moça, e tampouco fiquei com ciúmes (ciúmes?!?).
O que aconteceu, realmente, foi que ela se revelou uma mulher diferente do que sugeria aquele encanto todo meigo e feminino antes do casamento: Andre Agassi, logo após os primeiros meses do casamento, caiu vertiginosamente no ranking internacional, e raramente ganhava uma partida (sendo que, na época do noivado, ele era número 1 no mundo do tênis).
E então me lembro de um dos conselhos do meu sábio pai, o qual dizia que existem dois tipos de mulheres: as que dão força e apoio e ajudam a levantar (e melhorar) a vida de um homem, e as que colocam ele lá embaixo... (claro que existem diversos, infinitos tipos de mulheres, por certo que sim; mas não irei entrar no mérito de cada qual - não conheço tantos tipos assim).
E então, após um ou dois anos de casamento, eles se separaram. E o que aconteceu? Andre Agassi ganhou o torneio de Wimbledon, no mesmo ano, voltando ao topo do ranking.
Tudo bem que ele também pode ter pensado “bem, vou abrir mão e me dedicar ao casamento”, mas acho que não foi o caso... se fosse, ele talvez teria se aposentado, ou declarado alguma coisa que deixasse entender, sei lá. E a confirmação veio depois, quando eles se separaram, afinal.
Bem, é claro que não iria negar um convite dela pra tomar um chope e bater um papo, num final de tarde de sexta-feira - continuo achando a Brooke Shields uma mulher maravilhosamente linda e tudo. Mas, agora, é uma beleza vista, claro, com outros olhos.

Abraços e té más

Sexta-feira, Março 23, 2007

Mais difícil que... ah, deixa pra lá....


Outro dia estava lá, comendo pizza e bebendo cerveja – e o melhor: conversando com algumas amigas muito inteligentes, na mesa do famigerado restaurante, no que o assunto caiu - obviamente - em relacionamentos, suas alegrias, anseios, problemas, enfim: aquela função toda que todo mundo está cansado de saber.
Obviamente que o rumo foi exatamente em direção àquele papo já meio antigo até, de que há mais mulheres que homens no “mercado” e tal, e, que está tudo mais fácil para os homens, e, ainda, que as mulheres agora é que estão chegando junto e fazendo o famoso approach na noite e tudo o mais.
E então eu penso aqui com os meus botões.... De que mercado elas estão falando? Será que é o mesmo que o meu? Sim, porque eu nunca vi disso, e nunca foi fácil - nem pra mim e nem pros meus amigos - conseguir conquistar alguma mulher (eu sempre tive que dar muito duro, aliás...).
Onde é esse lugar que acontece esse tipo de coisa? Amanhã mesmo eu vou!
Mulheres que chegam junto – que “chegam chegando”... Pois sim. Sinal dos tempos....
Só tenho que descobrir agora onde é a tenda em que acontecem esses milagres todos. Um mistério a ser desvendado, afinal.

Abraços e té más


Quinta-feira, Março 15, 2007

Sinceramente...

Leio então, aqui mesmo na interné, um artigo sobre a tal questão (que nunca sai de moda, aliás) sobre o orgasmo feminino. Quase que como imediatamente, me lembro de uma cena, uma famigerada cena de um filme relativamente conhecido (Harry e Sally, 1989), no qual a atriz Meg Ryan simula uma cena completa de orgasmo, provando o quão as mulheres são capazes de fingir.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e vejo que os homens não possuem essa capacidade de fingir. Digo, fingir o orgasmo, claro.
Ou seja, o homem é obrigado a ser sincero, seja o que for, aconteça o que acontecer. Já a mulher pode passar a vida inteira fingindo, se quiser.
Não sei até que ponto isso pode ser uma (des)vantagem. Pois é.

Abraços e té más


Quinta-feira, Março 08, 2007

A Vida Como Ela É...

Nestor era um homem sério. Honesto até quando não devia (ou não precisava) ser. Honesto, trabalhador e... bem... mulherengo. Não podia ver um rabo de saia que já alisava os cabelos, na parte da nuca, como que pensando numa forma de abordagem mortal.
E assim foi, até o dia em que conheceu a Lurdinha. Maria de Lourdes - mas esse nome era apenas nos documentos, pois sempre fora chamada de Lurdinha. Dona de predicados que toda mulher deveria ter. Enfim, uma mulher pra casar. E foi isso mesmo o que Nestor fez: propôs o casamento, logo no primeiro mês de namoro.
- Chega de perder tempo na vida - dizia ele.
Mal voltaram da lua-de-mel, e no primeiro café da manhã na casa nova, Nestor pousou a xícara de café na mesa da cozinha, e, num tom sério, desferiu:
- Quero que saibas que posso suportar tudo, menos uma mentira. Entendeste? Tudo... Menos uma mentira!!
E continuou a sorver o café.
Mais um ano se passa, e Nestor finalmente consegue a tão sonhada promoção no trabalho, o que significava um salário mais gordo, por certo. Finalmente poderia suprir os mimos da esposa à altura, agora. Perto do aniversário de casamento, a revelação: Lurdinha estava grávida. Nada poderia ser melhor.
Algum tempo se passa, e nasce a tão aguardada criança, e, ao mesmo tempo, os anos que também se passam revelam uma Lurdinha cada vez mais distante, mais quieta. Nestor, que já andava meio desconfiado dela, resolveu aconselhar-se com o melhor amigo, no boteco da esquina, entre uma cerveja e outra:
- Então, que tu achas?
- Desde quando a Lurdinha anda assim?
- Desde a gravidez.
- Tanto tempo assim?! E como tu tens aguentado tanto tempo assim?
- Pois é, na verdade, nem eu sei... Mas ela sempre foi tão boa mãe...
- Espera. Espera um pouco. Vou te fazer uma pergunta, e quero que sejas sincero comigo. Tu sabes que sou teu amigo, e o que vou te perguntar é para o teu próprio bem.
- Diga...
- Tu confias na tua mulher?
- Tu ficaste louco?!
- Se ela anda estranha desde a gravidez, pode ser alguma coisa relacionada à criança... Quem sabe à paternidade...
Aquilo fora um golpe no peito de Nestor. Uma interminável facada, fria e dolorida. Se o próprio amigo, a quem seria capaz de confiar a vida, lhe disse isso, é porque talvez pudesse haver, mesmo, alguma coisa.
Nestor não conseguia dormir direito à noite. Suava e revirava nos lençóis enquanto a idéia da traição lhe martelava a cabeça. Não conseguia mais conviver sob o mesmo teto que Lurdinha com aquela dúvida. Não suportava uma mentira...
Resolveu fazer um exame de sangue. Um exame de DNA. Queria tirar toda e qualquer dúvida em relação à isso. Não suportava uma mentira - ainda mais uma mentira assim, desse jeito. Pediu ajuda para um primo, médico, que recém chegara do interior. Pediu ajuda e discrição, pois não queria expor o caso.
Finalmente, depois de quase um mês de angústia e semi-desespero, veio o resultado. Seu primo, médico, relutante como todo médico vindo do interior, o advertiu que ainda existiam míseros 0,01% de chances do exame dar errado. Aviso inútil, pois Nestor não quis nem saber. Abriu o envelope ali mesmo, e, nem bem leu o resultado, girou nos calcanhares e sumiu como um raio, pelo consultório afora, deixando o primo falando sozinho.
Algumas cervejas depois, no usual boteco da esquina, Nestor criou coragem e resolveu ir para casa. Calado. Quieto como um agente secreto.
Chegando em casa encontrou Lurdinha, distraída nos afazeres da casa, perdida entre pratos, panelas e outros utensílios domésticos. Foi, então, direto ao quarto do casal, e gritou seu nome, de modo firme, porém sem ser agressivo.
- Que foi, amor, aconteceu alguma coisa?
- Aconteceu sim, olhe este resultado!!! – retirando do bolso interno do paletó o famigerado envelope com o brasão da clínica bordado.
- Mas... Mas...
Nestor não esperou ela sequer balbuciar um terceiro “mas”, e desferiu dois tiros, certeiros, à queima roupa, no meio do peito de Lurdinha. Ainda falou, enquanto o corpo de Lurdinha lhe caía por sobre os pés:
- Posso suportar tudo, menos uma mentira....
Nem bem meia hora passou e Nestor resolveu voltar à cena do crime – o quarto do casal. Ao olhar friamente para o corpo de Lurdinha, teve um rompante de raciocínio lógico, e lembrou que precisara do resultado do exame, como prova “incontestável” da justificativa que daria perante a polícia, argumentando que lavara a honra – dele e do filho.
Porém, ao segurar o resultado do exame, ainda com a mão trêmula, leu de novo o resultado do exame:
Nome: Lourdes Maria.
Lourdes Maria – e não Maria de Lourdes.
Correu para a clínica do primo, médico advindo do interior, ingênuo e besta, e sentenciou:
- Tu fostes o culpado! Tu!
E desferiu-lhe, também, dois tiros no peito. Tiros fulminantes de um revólver calibre 38.
Chamou, então, o seu melhor amigo, aquele cuja vida podia ser confiada com toda certeza, e fez-lhe um último pedido:
- Presta bem atenção, Agenor, presta bem atenção! Quero que retirem os meus olhos antes de me enterrarem naquele túmulo. Esse é o meu desejo. Só este, e nada mais. Não posso confiar em quem me mente...
E meteu uma bala – a última, que compunha o tambor de 5 tiros do revólver – na própria cabeça.

Abraços e té más


Segunda-feira, Março 05, 2007

Todo apaixonado é um idiota

Freud dizia que o amor está extremamente próximo da psicose.
Acho que isso acontece porque o amor vicia. E, como tudo que vicia, escraviza - pois o amante verdadeiro consome-se de dor e de alegria.

Abraços e té más

Domingo, Março 04, 2007

World Press 2006

Essa foto aí de cima ganhou o prêmio de foto do ano da World Press Organization. A legenda dizia mais ou menos assim: "Jovens ricos de Beirute impressionados com os estragos que a guerra fez no subúrbio."
Não lembro direito, mas era uma legenda mais ou menos assim - ou alguma coisa desse tipo, incitando sobre o tour dos playboys e patricinhas e a tão conhecida distância entre pobres e ricos.
Certo?
Errado.
A foto ganhou - sim - o prêmio, mas depois de rodar o mundo em quase todos os jornais e revistas, a verdade verdadeira veio à tona. Li num site de notícias - o famigerado G1. A história é a seguinte:

"Raramente uma foto de guerra foi tão demonizada. "No começo todo mundo disse: devem ser aquelas libaneses ricos e chiques visitando o bairro pobre como se fosse uma atração turística", diz Bissan. "Mas isso não é verdade de forma alguma."
Realmente, as legendas que acompanharam a foto na imprensa mundial - mesmo antes dela ter sido eleita foto do ano - raramente foram positivas. Comentaristas estrangeiros foram instigados pelas camisetas usadas pelas moças, argumentando que esse tipo de vestimenta estava fora de contexto num bairro tão conservador. Eles também comentaram a expressão de repulsa nos rostos dos ocupantes do carro, afirmando que tais expressões mostram que os ricos não têm compaixão pelas pessoas comuns. E o próprio carro? Não era essa a mais explícita provocação aos habitantes do bairro, todos de baixa renda? Conhecidos de Bissan também começaram a comentar entre eles - tanto que ela telefonou ao banco em que trabalha e disse que iria faltar porque estava doente. Quando sua foto recebeu o prêmio da World Press Photo, seu chefe aconselhou que ela tornasse a história real pública.
"Nós somos de Dahye, do subúrbio também" explica Bissan numa tarde quente em Beirute. Ela, seu irmão de 22 anos Jad e sua irmão de 26, Tamara, fugiram do bairro durante os bombardeios israelenses. Eles ficaram juntos num hotel no distrito seguro de Mamra e fizeram o mesmo que a maioria dos libaneses. Apenas esperaram. Os irmãos encontraram as outras duas mulheres no hotel, Noor Nasser e Lilane Nacouzi no hotel. Ambos são empregados do Plaza Hotel e receberam permissão para ficar em quartos vazios durante a guerra.
No dia 15 de agosto, o dia do cessar fogo, Jad pegou o Mini Cooper laranja de um amigo emprestado. Durante algumas semanas, os irmãos não tiveram notícias sobre seu apartamento e não sabiam se ele ainda estava inteiro ou se havia sido destruído pelos ataques. Agora que o confronto havia terminado, eles queriam ver com seus próprios olhos. Jad dirigiu com Tâmara a seu lado enquanto Bissan se espreme entre os dois amigos no banco de trás, segurando seu celular com câmera. "Nós conversamos um pouco sobre se deveríamos abrir o conversível ou não", disse ela. "Mas fazia muito calor, e nós éramos cinco num carro pequeno, por isso abrimos a capota."
Bissan admite que, à primeira vista, sua excursão parece um exemplo típico de "turismo de desastre". "Mas veja nossos rostos. Eles mostram claramente o quanto estamos chocados, horrorizados", diz ela. "Nós não estávamos alegres". Hoje ela só pode rir da acusação que afirma que ela e as outras moças estava vestidas de forma muito provocante. "Aqui é o Líbano. Nós sempre nos vestimos assim", ela diz, acrescentando ainda que suas roupas nunca causaram problemas com seus vizinhos conservadores. Era cerca de 1:00 da tarde e os jovens estavam indo para seu apartamento quando o fotógrafo Spencer Platt viu o conversível laranja com o canto do olho. Ele disse à CNN que levantou a câmera espontaneamente e pressionou o botão 4 ou 5 vezes. Mas a maioria das fotos não deu certo, porque alguém passou na frente da câmera. Ele admite que a foto premiada foi a única que pôde aproveitar. Ele não chegou a falar com os cinco jovens no carro. Agora ele lamenta que a imagem tenha causado tantos problemas, afirmando que nunca teve a intenção de transformá-la numa afirmação política."

Que coisa. Um clássico exemplo de que não podemos nos limitar a enxergar apenas as aparências. Elas podem enganar, afinal.

Abraços e té más

Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

Soltando o freio de mão...

Outro dia li um artigo, aqui mesmo, na internê, que comentava sobre uma mulher que é um dos maiores sucessos da indústria cinematográfica pornô, e pasmem, amigos leitores, não se trata de nenhuma mulher com o corpo de capa de Playboy ou afins. Trata-se, sim, de uma mulher com... hã... digamos... uns quilinhos “a mais”, e seios “de menos”. Assim.
Obviamente fui conferir os dotes e as medidas da moça, que não sou bobo nem nada, e digo que, fora o rosto bonito, ela (realmente) está bem longe daqueles moldes de beleza que a mídia insiste em ditar – passa bem longe até. Claro que também não é um canhão da II Guerra Mundial, vá lá.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que, o que realmente faz ela se destacar num mercado que não perdoa corpos que não são moldados e esculpidos é exatamente uma coisa que não há cirurgia nem academia que mude: a atitude.
Trata-se, sim, de uma mulher que não tem vergonha do próprio corpo – muito pelo contrário, pois ela é bem cheia de si (nos dois sentidos), mas sem ser arrogante e convencida, claro. E mais: ela gosta do que faz. Faz com gosto. Com prazer. Se entrega realmente ao ofício, por assim dizer. E aí, exatamente aí, é que está o segredo do sucesso da moça.
É claro que, se a mulher é um pouco “travada”, ou tem certas vergonhas do próprio corpo, o homem, nesse caso, tem um papel fundamental, no sentido de desmistificar essas bobagens todas sobre celulites e afins – e enaltecer a verdadeira beleza a desabrochar, até ela levantar a auto-estima e se sentir confiante o suficiente pra soltar aquela leoa adormecida. Por outro lado, uma andorinha só não faz verão: ambos devem querer isso, ansiar por isso até. É um assunto para ser discutido à dois, portanto – e se possível com umas boas taças de vinho. Tinto. Seco. Ou então Champagne, pra criar um clima mais afrodisíaco ainda...
Amiga leitora, aqui vai um aviso: o homem não dá tanta importância para celulites, barriga, estrias e ‘músculo do tchau’ como vocês imaginam. Não mesmo.
Claro que um corpo bonito ajuda, por certo que sim. Não vou ser hipócrita de negar. Mas gostar de si e – principalmente – se soltar de verdade é que faz uma baita diferença. Isso (sim), o homem valoriza muito numa mulher. Atiça muito mais do que qualquer par de seios siliconados.

Abraços e té más

PS: talvez Nelson Rodrigues diria: “amigos, prefiro mil vezes a gordinha desinibida do que a miss reprimida.”

Sábado, Fevereiro 24, 2007

Conexões

Dizem que quando falamos baixinho com a pessoa amada, quase que sussurrando, é porque o nosso coração esté bem perto do coração da pessoa – e este por sua vez, bem atento e receptivo.
Já quando estamos gritando para expor algum tipo de idéia, opinião ou pensamento – como numa briga, coisa que eventualmente acomete os casais – é porque a necessidade de gritar se dá em função da distância toda que se forma entre os corações do casal. Soa poético; mas tem lógica, afinal.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e me dou conta de que o tom de voz também pode alterar significativamente o significado do teor, da intenção.
Lembro de um diálogo que assisti outro dia, num daqueles filmes perdidos nas infindáveis madrugadas de insônia, sobre um casal em crise, que discutia, e lá pelas tantas um deles fala mais ou menos assim:

“O que eu fiz para merecer você?”

Essa frase, dita assim, no meio de uma discussão, pode machucar.
Essa frase, dita assim, no meio daquelas trocas de carinho e beijos e olhares doces, pode ser um gostoso elogio.
Tom de voz. Intenção. Que puta diferença.

Abraços e té más

Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Então tá...

Um feriadão bem "docinho" pro amigo leitor aí.
Nos falamos na volta - se eu voltar vivo, claro...
Ah, e não esqueça, amigo leitor: Se for dirigir, não beba; e se for beber, me chama. Sábias palavras.
Só não faço o mesmo trocadilho com a história da camisinha porque aí já viu né... Vai que alguém me interpreta mal...

Abraços e té más

Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

Tanto Faz

Aparência. A famigerada aparência.
Isso, na verdade, não interessa muito. Mas não vou levantar hipóteses, teses e rabiscos diversos aqui. Oh, não, amigo leitor, vou ilustrar com uma história pessoal, que acho bem mais válida e edificante – e mais fácil de escrever também, eu confesso....
Eu tinha, há alguns anos, uma namorada linda. Lindona. Toda linda e maravilhosa só do jeito que ela sabia ser. Assim.
Pois bem.
E, bem, houve uma época do namoro em que ela estava mais “largada”, mais gordinha, e teve outra em que eu poderia jurar que era alvo de raios de inveja de TODOS os homens da cidade, e outras tantas épocas e fases que nem as mulheres sabem como acontecem (mas os hormônios dela sim). Mas acontecem, afinal. Aposto que a amiga leitora sabe dessas coisas. Eu não. Sou muito burro pra perceber esse tipo de coisa.
Mas teve uma coisa que me dei conta, uma única coisa. E vou contar pra vocês aí, sentados na frente da tela do computador, em primeira mão, que nem pra ela eu contei – já que o namoro acabou antes desse texto de hoje, afinal (muito antes, afinal).
O que queria comentar é que, teve um dia em que fomos numa festa de gala. Até a barba eu fiz, pra vocês terem uma idéia do quão chique era a tal festa. É óbvio que, ao buscar a minha amada (na época) em casa, tive vontade de pedir ela em casamento no segundo seguinte em que a vi, tamanha era a beleza que irradiava da porta da casa dela, tamanha era a beleza que descia aqueles degraus e depois me sorria com um sorriso de 300 dentes e perguntava num tom de voz suave e doce: “gostou? estou bonita?”
Se eu gostei? Se eu gostei????? Bem, nem vou comentar com o amigo leitor aí, porque senão isso vai se tornar uma conversa longa por demais....
E então paro aqui. E faço um pulo para um outro dia, bem mais além, e digo pro amigo leitor que era um dia de inverno, daqueles bem frios mesmo, e que estávamos – eu e a minha amada (na época), em casa, num daqueles finais de semana em que se alugam vários filmes e se faz de tudo pra não sair de casa – quiçá da cama.... Pois é. E vou comentar ainda que, ao vê-la fungando, depois de 143 (ou 144, não lembro direito) espirros oriundos da famigerada rinite, com o nariz fungando e um chapéu que parecia o do Chaves – e ainda por cima estava, na concepção dela, “gordinha” (embora eu nunca a tenha visto assim, mas enfim) – e mesmo assim, eu tive, de novo, vontade de me ajoelhar ali mesmo, aos pés dela, em meio àqueles lenços todos de papéis ranhentos e pedir (de novo) ela em casamento.
Assim.
Porque na verdade o que importa é que, quando conhecemos alguém e gostamos desse alguém, de verdade, na verdade não importa como esse alguém se parece por fora; se está 10 Kg. mais gorda, 10 Kg. mais magra, com chapinha no cabelo ou não, ou então com as unhas dos pés perfeitas ou parecendo uma trincheira do Vietnã. Tanto faz. Na verdade tanto faz. Mesmo. Eu juro.
Assim.
A verdadeira beleza da mulher, a verdadeira mesmo, aquela forte e profunda, aquela beleza que toca lá no fundo do coração, vem de dentro dela. Indepedentemente do que parece - ou aparece. O verdadeiro encantamento - ou beleza - vem mesmo de dentro. E ponto final.
Assim.
Pode parecer clichê e piegas, mas aposto que pouca gente sabe disso.


Abraços e té más


PS: só pra matar a curiosidade do amigo leitor: eu nunca cheguei a me ajoelhar (efetivamente) aos pés dela e fazer o pedido oficial de casamento, mas aí, bem... aí foram outros motivos....


Terça-feira, Fevereiro 06, 2007

Daqui até onde Judas perdeu as botas...



Vou dar uma dica pro amigo leitor aí, nessa época de feriadão de carnaval e programações diversas sobre rotas e roteiros. É o famigerado link aqui ó:

Mapas e Roteiros Rodoviários

Um serviço de graça e muito bem bolado - e eficiente também. É a tecnologia à serviço das indiadas do pessoal, afinal.

Bem, mas se o amigo leitor ainda não sabe pra onde ir, ali em cima estão duas sugestões de lugares bem... hã... digamos... sugestivos, pra se visitar...

Abraços e té más

Domingo, Fevereiro 04, 2007

Perseveras e Triunfarás!


Tudo, na vida, um dia passa. As coisas vão acontecendo, melhorando e piorando e melhorando e piorando e... melhorando e piorando um pouquinho mais, que a vida é assim mesmo, cheia de percalços e vitórias, afinal.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e lembro daquelas pessoas que, invariavelmente, queimam etapas das suas vidas. Não, amigo leitor, não vou comentar sobre aqueles tiozinhos – ou tiazinhas – que não aproveitaram muito bem a solteirice da juventude e tentam desesperadamente (e inutilmente também, porque não dizer) buscar tardiamente uma juventude já perdida há muito.
As etapas que me refiro aqui são outras. São aquelas das dietas. Dos regimes. Pois é. Tem gente que deseja acelerar esse processo, almeja isso com remédios milagrosos, objetiva com fórmulas mágicas, e receitas e comprimidos que valem milhões no mercado negro. Praticamente uma favela da rocinha invisível – porém real e intrínseca.
E, caso a amiga leitora aí resolva seguir esse caminho, aqui vai um aviso: tem volta. Não porque a magia dos espíritos atletas e gordos do passado entrarão em conflito à sua volta, e tampouco por conta daquelas reações e alterações químicas todas que essas bombas fazem no organismo, não senhor. O que realmente faz a diferença, a real diferença, é a atitude. Só quem levou meses e meses de trabalho duro e boca fechada e renúncias imensas, daquelas que fazem preferir ver o capeta na frente do que aquela maldita barra de chocolate é que fazem a pessoa dar valor ao suor do esforço. Falo de disciplina e persistência. Isso sim, faz toda a diferença. No longo prazo, claro, que são, enfim, tal qual os melhores investimentos financeiros.

Abraços e té más

Sábado, Janeiro 27, 2007

Será que a pipa do vovô não sobe mais?

Li, essa semana, no jornal, que em 2006 foram consumidos, aqui no Brasil, 17 milhões daqueles comprimidos pra enducerer o tico. 17 milhões de comprimidos.
A primeira coisa que pensei é que deve ter um bocado de gente mais feliz por aí... Legal.
Aí, então, hoje eu abro a internet e leio que comprimidos como esses aí da foto também podem ajudar na neurogênese - a formação de novos neurônios. Bem, aí eu logo pensei um monte de bobagens, do tipo "de que cabeça será que eles estão falando?" e umas outras impublicáveis... Que coisa.
Fico feliz de saber que a ciência está contribuindo para melhorar da qualidade de vida das pessoas, e, inspirado nisso, bolei até um slogan que cairia como uma luva numa propaganda desses comprimidos:

"Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás."

Abraços e té más

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Dizem que sou louco...

Tenho um amigo que é um verdadeiro tarado. Um maníaco sexual. Um pervertido digno daqueles livros do Nelson Rodrigues. Pois é.
Outro dia saí com ele pra bater um papo, e fui tomar um café no shopping aqui do lado de casa, que o café ali é deveras gostoso, e, quando percebi, estava falando sozinho nos corredores do shopping, pois o meu amigo ficou parado, diante de uma loja, tentando olhar por debaixo da mini-saia que fazia parte da indumentária da manequim (o boneco aquele) da vitrine. Incrível né?
Só um verdadeiro tarado - daqueles de livro de psiquiatria - é capaz de tal feito.
E então abro a internet e vejo que não é apenas o meu amigo que é um doido. O mundo está cheio deles. Como aquela mulher que fez 14 cirurgias plásticas: lipo, retirada de costelas, plástica no nariz, e, claro, o famigerado silicone... Só que a nossa amiga não se contentou em colocar 200 ou 300 ml na comissão de frente, oh, não senhor, amigo leitor; ela colocou 1.200 ml, e -pasmem - ela mal terminou a cirurgia e já cogita outra, pra daqui 6 meses entrar na faca de novo e aumentar para 2.500ml. Pois é.
Com tudo isso dentro do sutiã, os peitos dela nunca irão se atrasar pra compromisso nenhum, pois 30 minutos antes da nossa amiga chegar em algum lugar, os peitos dela já estarão lá. Onipresentes. Onipotentes.
Tudo bem a mulher colocar silicone. Sou sim, muito favorável ao silicone, quando se trata de elevar a auto-estima da mulher, e deixá-la toda "assim-assim", se sentindo mais bonita e sensual e auto-confiante e feminina - que os seios fazem parte da feminilidade da mulher (pelo menos elas pensam assim); mas, ficar tentando mudar toda hora por fora, e - pior - nunca se contentar... Bem, aí é sinal de que alguma coisa dentro da cabeça não anda muito bem... É aquele desespero de mudar por fora o que não se consegue mudar por dentro, afinal. Triste isso. E isso, bem, acho que não é com cirurgia que vai se resolver (pelo menos até onde eu sei).

Abraços e té más

Sábado, Janeiro 20, 2007

Eu preciso... Realmente preciso!!



Preciso de férias! E, de preferência, num desses dois lugares aí de cima - devidamente acompanhado, claro, que não sou bobo nem nada...

Abraços e té más

Sábado, Janeiro 13, 2007

Dinheiro é dinheiro e vice-versa

Acho que a única pessoa que está realmente bem – e tranquila – em relação ao dinheiro, neste momento, neste exato momento em que escrevo, é o tal ganhador da famigerada megasena acumulada da semana passada. Enquanto que eu e você, amigo leitor, estamos sempre apertando aqui, espremendo acolá, e por aí vai...
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que uns tratam o dinheiro como amigos: fazem churrascos, passeiam pra cima e pra baixo e dão amor (sim, porque os amigos, os verdadeiros amigos, também são dignos de amor. Pois sim). Outros ainda, como se fossem suas namoradas: levam pra jantar, dão presentes, carinho, e, claro, muito amor. Agora, existem uns que simplesmente se deixam escravizar. Assim. Sim senhor, amigo leitor, o dinheiro escraviza num estalar de dedos, se deixar. E então são noites mal dormidas, problemas diversos de saúde, depressão, e mais um catatau de coisas que nem quero imaginar.
O bom mesmo é ter sempre em mente quem é o dono de quem. Aí as coisas funcionam como devem ser.

Abraços e té más

Domingo, Janeiro 07, 2007

Traveling On The Maionese

Existe uma frase genial sobre a viagem no tempo, que diz que a melhor prova de que não é possível viajar no tempo é que não somos invadidos por hordas de turistas vindos do futuro. Sim senhor, amigo leitor, a frase essa é do gênio Stephen Hawking (aquele físico inglês que, infelizmente, por um breve descuido da natureza, encontra-se preso à uma cadeira de rodas... É, esse mesmo).
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e percebo que uma outra explicação plausível seria facilmente elaborada com a teoria do caos: baseado naquela hipótese que diz que, um simples bater de asas de uma borboleta de um lado pode causar uma enorme tempestade do outro. Existe lógica no caos, portanto.
Bem, não vou ficar (aqui) alugando o amigo leitor com os meus delírios etílicos – mas confesso que é bem divertido viajar nisso... A teoria do caos é bem aplicável à um catatau de coisas importantes, tais como as cervejas geladas, às loiras e morenas, todas de pernas de fora, por causa do verão. Assim. Claro que é – também – aplicável àquelas questões secundárias, como as infindáveis conexões que temos com tudo o que permeia por dentre as pessoas, e principalmente as situações; e sobre como as coisas se entrelaçam, através do tempo e do espaço, afinal. Pois sim.
Tá, depois dessa conversa toda, sou obrigado a abrir uma garrafa de vinho, e viajar em outra coisa, muito mais caoticamente apaixonante...

Abraços e té más


Sábado, Janeiro 06, 2007

Mamma Mia!

Hoje é dia das mães.
Não, amigo leitor, não estou louco – e tampouco bêbado também. Eu explico:
Estava lá, hoje, ao meio-dia, tentando me divertir com um bife mal passado e uma massa com um molho identificável, no que escuto, sem querer (obviamente) a conversa de duas meninas ao lado. Bom, pelo que entendi, uma delas estava combinando com a outra uma forma de contar ao marido que estava grávida. Uma dádiva.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e me lembro daquela história que se passou há uns anos atrás, nos EUA, sobre uma mãe que tirou o seu filho da boca de um crocodilo, com as próprias mãos. Sim senhor, amigo leitor, uma mãe é capaz de tudo. Tudo. Alguns pais até o são também – é preciso ser justo, afinal – mas nada se compara ao amor de mãe. Nada.
E então paro e penso um pouquinho mais – o que mais raramente ainda acontece, aliás – e percebo que todos os dias do ano é o dia das mães, pois ser mãe deve ser uma dádiva inigualável, uma verdadeira bênção.
A mulher, depois que se torna mãe, assume um verdadeiro posto de nobreza ante às outras mulheres, ante ao mundo inteiro. A maternidade, é, por si só, uma promoção automática àquele nível que, enfim, só as mães sabem o que significa.
Por isso que digo: todo dia é o dias das mães, afinal.

Abraços e té más


Domingo, Dezembro 31, 2006

Ritual De Lo Habitual

Ano novo, vida nova. Tá, tá, tá... é clichê, eu sei. Mas não poderia deixar passar batido uma celebração tão... hã... digamos, marcante pro amigo leitor aí.
Bem, confesso que não desejo nada daquilo que todo mundo deseja pra todo mundo nessa época. Não senhor.
O que eu realmente desejo pro amigo leitor aí, é que tomem as decisões certas, que sejam senhores de suas vidas, e que, mesmo não conseguindo realizar nem a metade daquela famigerada lista de resoluções de ano novo, mesmo assim, desejo que consigam juntar forças suficientes para pelo menos tentar – porque isso, por si só, já faz valer por completo, afinal.
Desejo também, por fim, que não façam as mesmas coisas esperando resultados diferentes. Assim.
E então penso mais um pouco – o que raramente acontece, aliás – e resolvo remexer no velho baú das minhas memórias, onde encontro num papel bem velho, amassado e amarelado por causa do tempo, o seguinte texto do Victor Hugo:


Desejo primeiro, que você ame,
e que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo pois, que não seja assim,
mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
que mesmo maus e inconseqüentes,
sejam corajosos e fiéis,
e que em pelo menos num deles
você possa confiar sem duvidar,
E porque a vida é assim,
desejo ainda que você tenha inimigos;
Nem muitos, nem poucos,
mas na medida exata para que, algumas vezes,
você se interpele a respeito
de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante;
não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância,
você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você sendo jovem
não amadureça depressa demais,
e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
e que sendo velho não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste;
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
que o riso diário é bom;
o riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
com o máximo de urgência,
acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,
injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
alimente um cuco e ouça o João-de-barro
erguer triunfante o seu canto matinal;
porque assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
por mais minúscula que seja,
e acompanhe o seu crescimento,
para que você saiba de quantas
muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo outrossim, que você tenha dinheiro,
porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
coloque um pouco dele
na sua frente e diga "Isso é meu",
só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum dos seus afetos morra,
por ele e por você,
mas que se morrer, você possa chorar
sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo um homem,
tenha uma boa mulher,
e que sendo uma mulher,
tenha um bom homem
e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte,
e quando estiverem exaustos e sorridentes,
ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
não tenho nada mais a te desejar.


Abraços e té más

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

A Criação

No princípio, era a escuridão. Então, o Criador, aproveitando esse momento sublime, inventou a luz estroboscópica, o DJ e os drinks elaborados, pra animar a pista de dança.

No segundo dia, Ele fez o homem à sua imagem e semelhança: com uma cerveja na mão e muita disposição pra paquerar a mulherada (e também pra bater uma bolinha com os amigos de vez em quando).

No terceiro dia, o Criador já não aguentava mais tanta balada e disse "faça-se a luz"; e assim surgiu a praia. E junto com ela surgiram os óculos escuros, o biquíni e a coca com gelo e limão - pra curar a ressaca observando a mulherada desfilar na beira da praia, que Ele não é bobo nem nada.

No quarto dia, Ele inventou o dinheiro pra pagar a conta dessa lambança toda... E ainda disse que isso iria mover o mundo - só esqueceu de explicar como ganhar - e o pessoal tem se virado como pode, desde então...

No quinto dia, o Criador bolou as plantas, os animais e toda essa infinidade de fauna e flora que existe por aí. Pena que Ele não reforçou a recomendação de respeitar isso tudo, e avisar que um dia isso acaba, caso haja abuso.

No sexto dia, Ele inventou a véspera de feriado, a cama "king-size", o ar-condicionado e o balde com gelo e champagne, pra facilitar um pouco as coisas e criar um clima mais romântico - e impressionar a mulherada, claro.

No sétimo dia ele viu sua obra completa e descansou. Mas antes de ir embora mandou demitir o cara que inventou só um dia de descanso por semana (ou dois pra alguns sortudos), e disse que ia demorar um pouco pra voltar, pois estava estressado e precisava de umas férias...


Abraços e té más


Domingo, Dezembro 17, 2006

Ela... de novo Ela!!


Ela chega sempre assim. Sem avisar. Me domina de forma tal que fico aqui, escravo dela.
Não senhor, não falo da minha dor nas costas. Não mais - pelo menos por enquanto. Ela (a dor nas costas) deu uma trégua hoje, e então aproveito pra fazer outras confissões para o amigo leitor aí.
Vou confessar então que por causa dela já virei noites e mais noites, numa mistura de desespero e, porque não dizer também, alegria. São momentos sublimes de servidão e insanidade pura, afinal. Sei que é praticamente impossível lutar contra, então acabo sucumbindo - e já fiz dela minha aliada como fonte de inspiração para escrever aqui, pois ela me faz viajar muito....
Vou confessar ainda que ela me faz perder a noção do tempo às vezes, de tão inebriado que fico. Pois é.
Ela. Que me consome quase todas as noites e me tira o sono, literalmente: ô insônia dos infernos!!

Abraços e té más


Sábado, Dezembro 09, 2006

Ela... Sempre ela!

Ela chegou na minha vida assim, de mansinho. Sem avisar. Entrou sem pedir licença – e já foi logo tomando conta...
Quando dei por mim, já pensava a maior parte do tempo nela, e cheguei ao ponto extremo de não conseguir fazer mais nada, a não ser pensar nela. Assim. Penso nela muito mais do que deveria, eu sei, mas fazer o que....
E então percebo que ela é mesmo assim – e que gosta de se fazer onipresente, afinal. Confesso até que certas vezes me vi rendido aos pés dela, como um prisioneiro de guerra, como um samurai derrotado, tamanho o poder que ela exerce sobre mim. Que coisa. Ela tem se tornado, a cada dia que passa, mais e mais importante na minha vida.
E vou ainda comentar com o amigo leitor aí, que ela está aqui comigo, neste exato momento: essa maldita dor nas costas!
Preciso dar um jeito nisso....

Abraços e té más


Terça-feira, Dezembro 05, 2006

Uma exceção à regra das Morenas

"Aos 30 anos, a loira de olhos azuis esverdeados está com tudo em cima: 1m68cm de altura, 91 cm de busto, 61 cm de cintura e 92 cm de quadril."

Sim, amigo leitor, estou falando dela.
Somente uma coisa me impressionou de verdade nisso tudo, uma única coisa: Karina Bacchi tem 30 anos. 30! Quando vi as fotos dela, antes, achei que se tratava de mais uma daquelas menininhas novinhas, do tipo toda linda, e nada mais. Uma menina, apenas. Fiquei pasmo ao ler o comentário ali de cima e descobrir que trata-se de uma MULHER de 30 anos. Agora sim. Confesso que tive que fazer o sacrifício de parar tudo o que estava fazendo aqui, e ir lá olhar de novo as fotos dela – mas dessa vez com outros olhos, pois trata-se de uma MULHER, e não apenas mais uma menininha com rosto bonito e corpo moldado.
Aquela máxima que diz, que, quando uma menina vira mulher, os homens viram meninos é a mais pura verdade, afinal.
Mulheres de trinta: MULHERES.
Não preciso dizer mais nada.


Abraços e té más


PS: sobre as medidas da moça, tenho apenas um único comentário: muito meu número!

Parar de fumar é mais difícil para mulheres


"Parar de fumar é mais difícil para a mulher". Li isso agora, agorinha, ali, no sáite do Terra.
Porra, mas é foda mesmo, tudo é mais difícil pra mulher! Ganha menos, tem que fazer depilação, usar duzentos tipos de cremes, criar filho, passar roupa e fazer mais um catatau de coisas que só de pensar aqui eu já fico cansado... Mulher sofre, se fode e ainda por cima tem que continuar sempre toda linda e cheirosa (não que isso não aconteça com o homem, mas ele nem tem a obrigação de fazer a barba todos os dias - ainda mais quando está enfrentando momentos difíceis na vida).
Eu vou dizer pro amigo leitor aí que admiro as mulheres. Admiro, e muito! E não é no sentido bundístico da palavra, mas sim no que tange à coragem e à sensilbilidade de serem assim, fortes do jeito que são (tá, confesso que admiro uma bunda bonita de mulher também, vai...).
Mulher é muito mais guerreira que o homem - faz dormindo o que o homen não faz acordado. Que coisa.
E então me vejo aqui, olhando pela janela que está bem na minha frente, viajando em tudo aquilo que a mulher consegue fazer maravilhosamente bem, e de uma forma muito mais sentimental - que tudo envolve sentimento pra elas - e que acaba ficando mais caprichado, bonito e cheiroso.
Poderia escrever longamente sobre isso, e poderia citar que tudo, mas absolutamente tudo que as mulheres fazem é de um toque sublime e mágico, e ficar aqui horas e horas e hoooras elogiando tudo isso e muito mais, e dizer que cada mulher tem a sua beleza única e peculiar, e que, ao final, todas elas são lindas e maravilhosas - cada uma do seu jeito. Poderia escrever tudo isso e muito mais, mas não vou. Não tenho tanto português assim pra conseguir descrever tudo o que admiro nas mulheres; e acho, sinceramente, que o Aurélio nem tem tantos adjetivos asssim também.
Assim.
Pois é.
Mas uma coisa eu posso dizer: amo todas vocês! Maravilhosas!

Abraços e té más

Quinta-feira, Novembro 30, 2006

Recadinho...

Tá, eu prometi pra mim mesmo que nunca ia escrever nada sobre futebol, política ou religião, pra não criar polêmica e discussões diversas, mas... não resisti! Acabei sucumbindo ao meu lado debochado e postei.
Azar.
E então me lembro de uma vez em que dois deputados falavam sobre os seus pecados...
Ah, não... aí seria demais! Vou em doses homeopáticas...

Abraços e té más


Quinta-feira, Novembro 23, 2006

Campanha...

Manda essa "anoréxica" se tratar lá em casa!!!

Abraços e té más

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Bolsa Família


Melhor que dar o peixe é ensinar a pescar...

Abraços e té más